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Brasil domina 52% das importações de soja da China e impulsiona tese de valorização do SNFZ11

Com embarques de 6,5 milhões de toneladas e alta de 68% em fevereiro, o agro brasileiro se beneficia da guerra comercial entre EUA e China enquanto terras agrícolas sobem 113% em cinco anos

Redação RadarFII Publicado em 16/04/2026

O Brasil mantém sua liderança nas exportações de soja para a China em 2026, reforçando seu papel estratégico no abastecimento global de alimentos — movimento que também sustenta a valorização de ativos agrícolas e teses de investimento como a do SNFZ11. Segundo levantamento da consultoria Royal Rural, o país já embarcou mais de 6,5 milhões de toneladas de soja para o mercado chinês neste ano, colocando o Brasil na dianteira com ampla vantagem sobre Argentina, com 3,2 milhões de toneladas, e Estados Unidos, com 1,4 milhão.

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A participação brasileira representa cerca de 52% das importações chinesas de soja, enquanto argentinos e americanos respondem por 26% e 12%, respectivamente. Em fevereiro, os embarques brasileiros somaram 2,3 milhões de toneladas, alta de 68% na comparação anual. No mesmo período, os Estados Unidos registraram queda de 66% nos volumes exportados, evidenciando a perda de espaço no mercado asiático. O cenário é impulsionado por entraves nas negociações comerciais entre Washington e Pequim, além de questões fitossanitárias que levam a China a reforçar sua dependência de fornecedores alternativos, com destaque para o Brasil.

SNFZ11: reconfiguração global da soja impulsiona valor da terra

A mudança no fluxo de comércio não é pontual. Desde a primeira guerra comercial entre Estados Unidos e China, em 2017 e 2018, Pequim vem ampliando gradualmente sua dependência da produção agrícola brasileira, tendência que deve se manter ao longo de 2026. Relatórios de mercado indicam que as importações chinesas devem continuar ancoradas no Brasil, sustentadas por preços competitivos, superávit exportável e vantagens tarifárias em relação aos produtos americanos.

Esse movimento tem impacto direto sobre o valor das terras agrícolas. Com a demanda crescente por grãos brasileiros, há uma pressão estrutural por expansão de área cultivada, o que tende a elevar o preço das propriedades produtivas. Dados da Embrapa mostram que o valor médio das terras agrícolas no Brasil subiu mais de 113% nos últimos cinco anos, refletindo justamente essa combinação entre demanda externa e expansão da produção.

Qual a tese do SNFZ11?

A estrutura do SNFZ11 combina exposição ao desempenho da produção agrícola, com potencial de ganho adicional em safras mais fortes, e mecanismos de proteção que reduzem o risco de queda abrupta de receita. O modelo também vincula parte dos resultados ao preço da soja, conectando o fundo diretamente à dinâmica do mercado agrícola. A tese de investimento busca equilibrar geração de renda recorrente e valorização patrimonial no longo prazo, com foco na apreciação das terras e na eficiência operacional. Em um ambiente marcado por volatilidade de preços e desafios climáticos, a gestão destaca a disciplina na alocação de capital e o monitoramento de riscos como pilares para sustentar os retornos ao investidor.