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Dividendos

BTLG11 anuncia dividendos de R$ 0,80 e mantém baixa vacância no portfólio

Fundo logístico paga rendimentos em março e mantém estratégia de valorização com renegociação de contratos.

Redação RadarFII Publicado em 14/03/2026

O fundo imobiliário BTLG11 informou a distribuição de dividendos no valor de 0,80 real por cota, referente ao resultado apurado no mês de fevereiro de 2026.

O pagamento dos rendimentos do BTLG11 está previsto para o dia 25 de março, destinado aos investidores posicionados no fundo até a data-base de 13 de março. Assim como ocorre com a maioria dos fundos imobiliários listados na bolsa, o rendimento permanece isento de Imposto de Renda para pessoas físicas.

O valor distribuído se mantém estável em relação ao mês anterior. Considerando que a cota encerrou fevereiro cotada a 103,70 reais, o provento representa um retorno mensal próximo de 0,77% sobre o preço de mercado.

O nível atual de distribuição foi alcançado após um novo reajuste realizado no início de 2026. Em setembro de 2025, a gestão já havia promovido um aumento nos rendimentos do BTLG11 e, em fevereiro deste ano, implementou outro ajuste, elevando o pagamento para 0,80 real por cota, patamar que agora se repete.

Segundo a gestora, os aumentos costumam ocorrer de forma gradual ao longo dos anos. No entanto, diante da combinação entre lucros obtidos com vendas recentes de ativos, ganhos provenientes de revisionais contratuais e novas locações, a decisão de elevar os dividendos foi antecipada.

Desde que o BTG assumiu a gestão, os dividendos do BTLG11 vêm apresentando crescimento consistente, com alta média anual de aproximadamente 16%, conforme dados divulgados no relatório mais recente da gestora.

Portfólio e vacância do BTLG11

O relatório gerencial mais recente, referente ao mês de fevereiro, aponta que o BTLG11 possui atualmente 34 imóveis em seu portfólio, que juntos somam aproximadamente 1,4 milhão de metros quadrados de área bruta locável.

Cerca de 92% dos ativos estão localizados no estado de São Paulo, considerado o principal polo logístico do país.

A vacância financeira do fundo encerrou o período em 2,9%, nível que a gestão considera estruturalmente saudável para o portfólio.

Durante fevereiro, não foram registradas novas aquisições ou vendas de ativos. Ainda assim, a equipe de gestão segue atuando de forma ativa na comercialização das áreas disponíveis.

Entre os ativos monitorados, o empreendimento BTLG Ribeirão Preto recebeu atenção especial. Ao longo de 2025, o imóvel registrou aumento temporário de vacância após a saída de alguns locatários, incluindo uma empresa que ocupava cerca de 16% da área bruta locável do ativo.

De acordo com a gestão do BTLG11, a devolução do espaço foi vista como uma oportunidade, uma vez que o contrato anterior estava abaixo do valor de mercado.

A recomposição dessas áreas pode abrir espaço para renegociações em patamares superiores, o que tende a contribuir para o crescimento futuro da receita gerada pelo fundo.