O fundo imobiliário CPSH11 apurou resultado de R$ 7,406 milhões em dezembro, abaixo dos R$ 13,1 milhões registrados em novembro, refletindo efeitos pontuais no período.
A composição do resultado foi liderada pelo segmento de shoppings combinado com FIIs estratégicos, responsável por R$ 8,332 milhões. Já a parcela oriunda exclusivamente de investimentos em outros fundos imobiliários totalizou R$ 1,954 milhão no mês.
Um dos fatores que impactaram o desempenho mensal foi o reconhecimento de R$ 1,747 milhão em taxa de performance, despesa que não havia sido apropriada nos meses anteriores e que reduziu o resultado líquido do período.
No ambiente operacional, dezembro foi marcado por desempenho comercial acima da média do setor. As vendas dos shoppings cresceram 13,6% na comparação anual, superando de forma relevante a média setorial, estimada em 5,5%.
O resultado do mês embasou a distribuição de R$ 0,11 por cota, o que corresponde a um dividend yield anualizado de 12,59%, mantendo o patamar atrativo de geração de renda aos cotistas.
O encerramento de 2025 também marcou a conclusão do primeiro ciclo de desinvestimentos do CPSH11, caracterizado, segundo a gestão, por elevada geração de valor.
CPSH11 detalha venda de ativos para o XPML11
O principal movimento recente foi a venda em bloco para o fundo imobiliário XPML11, envolvendo a alienação integral das participações nos shoppings Praia de Belas, Metrô Tatuapé e Boulevard Tatuapé, além da venda parcial do Iguatemi Fortaleza.
A operação resultou em uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 22,5% ao ano no ciclo encerrado e permitiu a realocação de capital para ativos considerados mais dominantes pelo fundo, como o Internacional Shopping Guarulhos.
Paralelamente, o fundo promoveu uma reorganização relevante de seu passivo financeiro, relacionada à aquisição do Internacional Guarulhos e às vendas realizadas para o XPML11.
Com isso, foram quitadas as séries da primeira emissão de CRIs, movimento que possibilitou a redução da alavancagem para níveis semelhantes aos observados antes das transações recentes.
Desde o início de suas atividades, a estratégia ativa de gestão do CPSH11 resultou em retorno acumulado de 60,5%, desempenho significativamente superior aos principais referenciais do mercado no mesmo período, em que o IFIX avançou 26,5% e o CDI acumulou alta de 34,4%.
Para 2026, a gestão projeta um cenário macroeconômico mais favorável, sustentado pela expectativa de queda da taxa Selic e pela manutenção do controle inflacionário.
Segundo o fundo, esse ambiente tende a estimular o consumo e favorecer a reprecificação de ativos reais, configurando um contexto potencialmente positivo no qual o CPSH11 afirma estar estrategicamente posicionado após concluir seu ciclo de reciclagem de portfólio e ajuste financeiro.