Os fundos RZTR11, SNAG11, IBBP11 e OIAG11 figuram entre os principais destaques do Radar do dia FIIs desta segunda-feira (9). Na sexta-feira (6), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão aos 3.847,06 pontos, com recuo de 0,62 ponto, o equivalente a uma queda de 0,016% em relação ao fechamento anterior.
No comparativo semanal, o IFIX acumulou perda de 13,93 pontos, o que representa uma desvalorização de 0,36% entre os dois fechamentos semanais. Este foi o primeiro resultado negativo semanal do índice em 2026.
RZTR11 paga dividendos de 1,02% ao mês e divulga números do semestre
O fundo imobiliário RZTR11 divulgou relatório gerencial referente a dezembro, informando um resultado de R$ 112,972 milhões no segundo semestre de 2025. O montante ficou levemente abaixo do registrado no primeiro semestre do ano, quando o fundo havia apurado R$ 119,075 milhões.
As receitas do período somaram R$ 125,813 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 12,841 milhões. Ao longo do semestre, os rendimentos distribuídos aos cotistas atingiram R$ 6,00 por cota.
Referente ao mês de dezembro de 2025, o FII anunciou o pagamento de R$ 1,00 por cota, o que representou um dividend yield mensal de 1,02%. No mercado secundário, as cotas se valorizaram de R$ 96,66 para R$ 97,99 ao longo do mês.
Considerando os rendimentos distribuídos e a variação patrimonial, o retorno bruto total do RZTR11 no período foi de 2,44%.
SNAG11 supera 120 mil cotistas e mantém carteira com CDI + 2,4%
O Fiagro SNAG11 encerrou dezembro mantendo sua estratégia de ganho de spread, com alocação tática no mercado secundário. No período, o fundo distribuiu R$ 0,13 por cota, valor que, considerando a cotação de mercado, implica dividend yield anualizado próximo de 15%.
Segundo João Victor Franzin, membro da equipe de gestão da Suno Asset, o resultado reflete a combinação entre carrego elevado e disciplina de crédito. “Mantivemos os 13 centavos por cota e seguimos, desde o início da história do SNAG, com zero inadimplência”, afirmou.
A carteira apresentou remuneração média de CDI + 2,4%, enquanto a base de investidores ultrapassou 120 mil cotistas. Todos os ativos permaneceram adimplentes, sem sinais de deterioração de crédito ao longo do período.
Suno unifica operações e projeta R$ 10 bilhões sob aconselhamento
O Grupo Suno iniciou 2026 promovendo uma reestruturação estratégica nas operações de atendimento ao investidor. A empresa unificou as áreas de assessoria de investimentos, consultoria e wealth management em uma única unidade de negócios, denominada Suno Consultoria.
Com a mudança, o grupo passa a concentrar cerca de R$ 6 bilhões sob aconselhamento e projeta alcançar R$ 10 bilhões até o fim de 2026.
IBBP11 entrega yield mensal de 0,84% e se destaca em 2025
O fundo imobiliário IBBP11 anunciou a distribuição de R$ 0,0736 por cota, com data-base em 6 de fevereiro de 2026 e pagamento previsto para o dia 18 do mesmo mês.
Considerando o preço de fechamento da cota em R$ 8,73, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 0,84%. Os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.
A valorização patrimonial acumulada de 44,7% desde o início do fundo colocou o IBBP11 em evidência ao longo de 2025. Somente no ano, a reavaliação positiva dos ativos resultou em um retorno total de 18,5%.
OIAG11 investe quase R$ 7 milhões em ativos com retorno acima do CDI
O Fiagro OIAG11 realizou ajustes relevantes no portfólio ao longo de dezembro. No período, o fundo direcionou novos recursos para dois Fiagros estruturados em recebíveis pulverizados.
Foram adquiridos R$ 4,2 milhões em cotas sênior do Spaço Agrícola Fiagro, com rentabilidade de CDI + 4,0% e vencimento em junho de 2028. Além disso, o fundo investiu R$ 2,5 milhões em cotas sênior do Florindo Agro Fiagro, com retorno de CDI + 3,5% e vencimento em dezembro de 2028.
Na outra ponta, o OIAG11 realizou a venda de aproximadamente R$ 3 milhões em cotas sênior do Fiagro Ponto Rural, movimento que teve como objetivo aumentar a diversificação da carteira e elevar o rendimento médio dos ativos. O mês também contou com o vencimento e pagamento do CRA Coruripe, contribuindo para a recomposição de caixa.