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Radar do Dia FIIs

GGRC11, PMLL11 e MCCI11 lideram os destaques do Radar do Dia FIIs com novas aquisições, alta ocupação e dividendos

Aquisição logística, expansão no setor de shoppings e manutenção de dividendos movimentam o mercado de FIIs enquanto projeções do Itaú BBA apontam avanço dos fundos de tijolo em 2026.

Redação RadarFII Publicado em 31/03/2026

Os fundos GGRC11, PMLL11 e MCCI11 figuraram entre os principais destaques do Radar do Dia FIIs desta terça-feira, dia trinta e um. No pregão de segunda-feira, dia trinta, o IFIX encerrou o dia aos três mil oitocentos e sessenta e um vírgula vinte e cinco pontos, acumulando queda de zero vírgula dezenove por cento em relação ao fechamento anterior.

Ao longo da sessão, o índice oscilou entre a mínima de três mil oitocentos e sessenta vírgula sessenta e dois pontos e a máxima de três mil oitocentos e setenta e dois vírgula trinta e cinco pontos.

GGRC11 avança em aquisição logística em Santa Catarina

O GGRC11 anunciou a assinatura de um compromisso para aquisição de um ativo logístico no condomínio Braspark, localizado em Garuva, Santa Catarina, por cerca de cento e noventa e dois milhões e trezentos mil reais. A estruturação ocorrerá via sale and leaseback, modelo amplamente utilizado para garantir renda previsível e de longo prazo.

A conclusão da transação depende do cumprimento de condições precedentes e a expectativa é de que o fechamento ocorra até o final de abril de dois mil e vinte e seis.

O ativo contempla os galpões B e C do complexo, que juntos podem atingir até sessenta e um mil e seiscentos metros quadrados de área bruta locável após a finalização da expansão. Atualmente, a área combinada é de aproximadamente quarenta mil e duzentos metros quadrados, com potencial adicional superior a vinte e um mil metros quadrados.

PMLL11 mantém alta ocupação e amplia patrimônio

O PMLL11, fundo focado no setor de shoppings, apresentou em seu relatório gerencial de fevereiro novos avanços nos indicadores operacionais.

A taxa de ocupação atingiu aproximadamente noventa e sete por cento, considerada pela gestão como a mais elevada já registrada desde a criação do fundo. O portfólio atual inclui participações em quatorze shopping centers, somando cerca de cento e trinta e nove mil metros quadrados de área bruta locável própria.

O documento também mostrou evolução nas vendas por metro quadrado, que registraram crescimento anual de nove vírgula nove por cento com base nos dados mais recentes dos empreendimentos.

MCCI11 mantém distribuição e fecha fevereiro com lucro

O MCCI11 encerrou fevereiro com resultado de doze milhões setecentos e onze mil reais, recuando em relação aos quatorze milhões novecentos e trinta e seis mil reais registrados no mês anterior. No período, o fundo contabilizou receitas de quatorze milhões e quarenta e sete mil reais e despesas de um milhão trezentos e trinta e seis mil reais.

A distribuição de dividendos referente a fevereiro de dois mil e vinte e seis, paga em março, permaneceu em um real por cota.

Considerando o preço de fechamento de noventa e cinco reais e noventa centavos no fim do mês, o valor anualizado representa um dividend yield de treze vírgula três por cento.

FIIs de tijolo devem ganhar força, mas papéis seguem como preferência

Para dois mil e vinte e seis, a expectativa é de mudanças no equilíbrio entre os segmentos do mercado imobiliário. Com a perspectiva de início do ciclo de queda de juros, os FIIs de tijolo — que investem diretamente em imóveis — tendem a ganhar tração.

Entretanto, segundo análise do Itaú BBA, os FIIs de papel permanecem como os preferidos, já que historicamente apresentam resiliência e lideram a distribuição de rendimentos.

O relatório do banco destaca que a combinação entre a sinalização de cortes na taxa básica e o recente alívio nas curvas de juros tende a favorecer a valorização dos fundos de tijolo, movimento alinhado ao comportamento típico desses ativos em ciclos de redução das taxas.