Os fundos GGRC11, PMLL11 e MCCI11 figuraram entre os principais destaques do Radar do Dia FIIs desta terça-feira, dia trinta e um. No pregão de segunda-feira, dia trinta, o IFIX encerrou o dia aos três mil oitocentos e sessenta e um vírgula vinte e cinco pontos, acumulando queda de zero vírgula dezenove por cento em relação ao fechamento anterior.
Ao longo da sessão, o índice oscilou entre a mínima de três mil oitocentos e sessenta vírgula sessenta e dois pontos e a máxima de três mil oitocentos e setenta e dois vírgula trinta e cinco pontos.
GGRC11 avança em aquisição logística em Santa Catarina
O GGRC11 anunciou a assinatura de um compromisso para aquisição de um ativo logístico no condomínio Braspark, localizado em Garuva, Santa Catarina, por cerca de cento e noventa e dois milhões e trezentos mil reais. A estruturação ocorrerá via sale and leaseback, modelo amplamente utilizado para garantir renda previsível e de longo prazo.
A conclusão da transação depende do cumprimento de condições precedentes e a expectativa é de que o fechamento ocorra até o final de abril de dois mil e vinte e seis.
O ativo contempla os galpões B e C do complexo, que juntos podem atingir até sessenta e um mil e seiscentos metros quadrados de área bruta locável após a finalização da expansão. Atualmente, a área combinada é de aproximadamente quarenta mil e duzentos metros quadrados, com potencial adicional superior a vinte e um mil metros quadrados.
PMLL11 mantém alta ocupação e amplia patrimônio
O PMLL11, fundo focado no setor de shoppings, apresentou em seu relatório gerencial de fevereiro novos avanços nos indicadores operacionais.
A taxa de ocupação atingiu aproximadamente noventa e sete por cento, considerada pela gestão como a mais elevada já registrada desde a criação do fundo. O portfólio atual inclui participações em quatorze shopping centers, somando cerca de cento e trinta e nove mil metros quadrados de área bruta locável própria.
O documento também mostrou evolução nas vendas por metro quadrado, que registraram crescimento anual de nove vírgula nove por cento com base nos dados mais recentes dos empreendimentos.
MCCI11 mantém distribuição e fecha fevereiro com lucro
O MCCI11 encerrou fevereiro com resultado de doze milhões setecentos e onze mil reais, recuando em relação aos quatorze milhões novecentos e trinta e seis mil reais registrados no mês anterior. No período, o fundo contabilizou receitas de quatorze milhões e quarenta e sete mil reais e despesas de um milhão trezentos e trinta e seis mil reais.
A distribuição de dividendos referente a fevereiro de dois mil e vinte e seis, paga em março, permaneceu em um real por cota.
Considerando o preço de fechamento de noventa e cinco reais e noventa centavos no fim do mês, o valor anualizado representa um dividend yield de treze vírgula três por cento.
FIIs de tijolo devem ganhar força, mas papéis seguem como preferência
Para dois mil e vinte e seis, a expectativa é de mudanças no equilíbrio entre os segmentos do mercado imobiliário. Com a perspectiva de início do ciclo de queda de juros, os FIIs de tijolo — que investem diretamente em imóveis — tendem a ganhar tração.
Entretanto, segundo análise do Itaú BBA, os FIIs de papel permanecem como os preferidos, já que historicamente apresentam resiliência e lideram a distribuição de rendimentos.
O relatório do banco destaca que a combinação entre a sinalização de cortes na taxa básica e o recente alívio nas curvas de juros tende a favorecer a valorização dos fundos de tijolo, movimento alinhado ao comportamento típico desses ativos em ciclos de redução das taxas.