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Dividendos

Fiagro BTRA11 aumenta lucro, reforça caixa e projeta maior receita para março

Fundo registra avanço de 9% no resultado, mantém saldo elevado para distribuição e projeta crescimento apoiado em novas alocações agrícolas.

Redação RadarFII Publicado em 26/03/2026

O BTRA11 encerrou fevereiro de 2026 com receita bruta de 1,1 milhão de reais, equivalente a 0,34 por cota, e resultado líquido de 713 mil reais, ou 0,21 por cota, representando um crescimento de 9% em comparação ao lucro do mês anterior.

O BTRA11 anunciou distribuição de 0,90 por cota, valor que corresponde a um dividend yield anualizado de 15,42%, com pagamento previsto para 31 de março de 2026.

Após essa distribuição referente ao fechamento de fevereiro, o BTRA11 permanecerá com 18,3 milhões de reais ainda passíveis de distribuição, montante equivalente a aproximadamente 5,48 por cota.

Segundo a gestão, esse saldo reúne tanto os recursos oriundos de vendas concluídas de fazendas do portfólio quanto o resultado operacional em caixa já apurado pelo fundo.

No início de março, o BTRA11 recebeu 9,9 milhões de reais relacionados à venda da Fazenda Vianmacel. Apesar disso, o fundo ainda tem 48,8 milhões de reais a receber dessa mesma operação.

O imóvel segue registrado em nome do fundo, e a transferência definitiva da propriedade depende da quitação integral dos valores acordados.

Com isso, a expectativa da gestão é encerrar março com cerca de 25 milhões de reais em caixa, enquanto novas alocações seguem em análise para aumentar a eficiência no uso dos recursos.

Para março, a perspectiva é de avanço na geração de receita. A projeção da gestora é de que a receita bruta atinja pelo menos 0,35 por cota, apoiada na alocação tática realizada sobre uma área de cana-de-açúcar em parceria com a ACP Bioenergia.

Estratégia do Fiagro BTRA11

A estratégia do BTRA11 é voltada para rentabilidade e valorização das cotas no longo prazo, por meio de investimentos em terras agrícolas produtivas — rurais ou urbanas — além de áreas em transformação, de forma oportunística, nos principais polos agrícolas do país.

O fundo adota contratos de cessão de direito real de superfície de longo prazo, corrigidos pela inflação, conhecidos como DRS.

Dentro dessa estrutura, todas as aquisições feitas pelo fundo incluem uma opção de recompra da propriedade em favor do antigo dono do imóvel.

Esse direito pode ou não ser exercido, desde que haja pagamento intermediário de prêmios de opção de recompra ao longo da vigência de cada contrato.

A recompra só produz efeitos caso o locatário esteja integralmente em dia com os pagamentos anuais dos prêmios e também do DRS, conforme a mecânica definida para cada operação e alinhada com a estratégia estabelecida para cada ativo do BTRA11.