Os fundos imobiliários GARE11, HGLG11, NUIF11 e SNEL11 são os destaques do Radar do Dia FIIs desta sexta-feira, dia 15. Na quinta-feira, dia 14, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários encerrou o pregão em 3.868,16 pontos, com alta de 0,88%, avanço de 33,82 pontos em relação à véspera.
O índice de fundos imobiliários voltou a operar próximo das máximas recentes e fechou a sessão em território positivo. Durante o dia, o IFIX oscilou entre a mínima de 3.834,35 pontos e a máxima de 3.868,29 pontos.
Entre os FIIs mais negociados da sessão, o HFOF11 (Hedge Top FOFII 3 Fundo de Investimento Imobiliário) liderou o volume, com R$ 1,16 milhão e alta de 2,34%. Na sequência apareceram o GARE11 (Guardian Real Estate FII), com volume de R$ 1,14 milhão e avanço de 0,36%, e o MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário), que registrou volume de R$ 948,17 mil e subiu 1,22%.
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GARE11 chega a 500 mil cotistas e se torna o FII de tijolo com maior crescimento
O fundo imobiliário GARE11 (Guardian Real Estate) ultrapassou em maio de 2026 a marca de 500 mil cotistas, encerrando o mês com 511.604 investidores, conforme relatório gerencial divulgado pela gestora. O número posiciona o fundo como o quinto maior FII do IFIX em base de cotistas — e o terceiro maior fundo de tijolo, atrás apenas de XPML11 e HGLG11.
O levantamento também reforça o ritmo forte de crescimento da base de investidores do fundo. Com média de 12.901 novos cotistas adicionados por mês, o GARE11 lidera o crescimento entre os cinco maiores FIIs do mercado — à frente de MXRF11, XPML11, HGLG11 e KNCR11.
Mantido esse ritmo, a projeção da Guardian aponta para a ultrapassagem do HGLG11 em novembro de 2026, quando o GARE11 deve alcançar 601.913 cotistas, passando a ser o segundo maior fundo de tijolo e o quarto maior FII do IFIX.
HGLG11 avança em megaprojeto de R$ 468 milhões para o Mercado Livre
O HGLG11 (Pátria Log) avançou em mais uma etapa de seu plano de expansão logística ao iniciar o desenvolvimento do galpão HGLG Simões Filho G200, empreendimento Built to Suit voltado ao Mercado Livre e estimado em R$ 468 milhões. O novo projeto será construído em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, uma das áreas consideradas estratégicas para a logística no Nordeste.
Segundo o relatório gerencial de abril, o empreendimento terá área bruta locável total de aproximadamente 163,7 mil metros quadrados e será desenvolvido em três fases, com prazo estimado de execução de cerca de 15 meses. O fundo deterá participação próxima de 83,4% no projeto.
O contrato foi firmado novamente com o Mercado Livre, que já ocupa o galpão G100 no mesmo complexo logístico. O novo ativo também será estruturado no modelo Built to Suit, no qual o imóvel é desenvolvido sob medida para as necessidades operacionais do locatário, com prazo contratual de 15 anos.
NUIF11 mantém dividendos em 114% do CDI e reduz exposição à Aegea
O fundo de infraestrutura NUIF11, da Nu Asset, manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota referente ao mês de abril, reforçando um dividend yield anualizado de aproximadamente 13,5% com base na cotação de mercado do fim do período.
Segundo a gestão, o patamar equivale a cerca de 114% do CDI após o ajuste de gross up do imposto de renda. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou distribuição de R$ 14,00 por cota, retorno equivalente a aproximadamente 128% do CDI líquido ajustado.
Apesar da manutenção dos dividendos, abril foi marcado pela continuidade da reprecificação dos ativos de infraestrutura no mercado secundário. O ambiente de maior aversão a risco e abertura adicional de spreads pressionou a indústria de crédito incentivado ao longo do período. A gestão destacou ainda que o cenário foi impactado por fluxo de resgates em fundos da indústria, reduzindo o apetite por novas ofertas primárias e aumentando a volatilidade dos ativos negociados no mercado secundário.
SNEL11 cresce 35% em três meses e alcança 95 mil investidores
O SNEL11 alcançou nesta semana a marca de 95 mil cotistas. O avanço representa crescimento de aproximadamente 35,7% em relação ao início de fevereiro de 2026, quando o fundo possuía cerca de 70 mil investidores na base. Em pouco mais de três meses, o SNEL11 adicionou aproximadamente 25 mil novos cotistas.
O movimento acompanha tanto a expansão operacional do fundo quanto o fortalecimento da tese de energia renovável no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pela gestão, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota referentes ao resultado de março, equivalente a um dividend yield anualizado próximo de 14,97%, considerando o preço de fechamento da cota no período.
A liquidez também avançou. Apenas em março, o SNEL11 movimentou mais de R$ 75,3 milhões no mercado secundário, com média diária de negociação próxima de R$ 3,4 milhões.