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Radar do Dia FIIs

GGRC11 Compra Galpão por R$ 96 mi, RZTR11 Encerra Contrato por Inadimplência, ALZC11 com Yield de 16% e IAAG11 Adota Postura Defensiva

Radar do Dia desta quinta-feira traz expansão logística do GGRC11 em Minas Gerais, rescisão de arrendamento rural no RZTR11, ajustes de carteira no ALZC11 e reposicionamento defensivo do Fiagro IAAG11

Redação RadarFII Publicado em 25/06/2026

Os fundos imobiliários GGRC11, RZTR11, ALZC11 e IAAG11 são os destaques do Radar do Dia desta quinta-feira (25). Na quarta-feira (24), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em 3.781,09 pontos, com queda de 11,84 pontos em relação ao fechamento anterior. O desempenho representa uma desvalorização de 0,31% no dia.

Entre os FIIs mais negociados da sessão de quarta-feira, o GARE11 (Guardian Logística) movimentou R$ 1,33 milhão e avançou 0,12%. Na sequência, o destaque foi o GGRC11 (GGR Covepi Renda), com volume de R$ 1,17 milhão e alta de 0,1%.

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GGRC11 adquire galpão por R$ 96 milhões e amplia portfólio logístico

O fundo imobiliário GGRC11 anunciou, nesta quinta-feira (25), a compra de um galpão logístico em Pouso Alegre (MG) por R$ 96,4 milhões. O ativo faz parte do empreendimento Pouso Alegre Business Park, desenvolvido pela Fulwood, e tem entrega prevista para maio de 2027.

A aquisição corresponde à Fase 3 do condomínio logístico, especificamente o galpão B.2, com área bruta locável (ABL) estimada em 23.719,81 m². O pagamento será feito por meio da compensação de créditos já detidos pelo fundo junto ao vendedor, no âmbito da 11ª emissão de cotas do GGRC11.

Durante o período de construção, o vendedor pagará ao fundo uma Renda Mínima Garantida (RMG) de R$ 32,50/m², o que equivale a aproximadamente R$ 770 mil por mês — um cap rate anualizado de 9,58%. O primeiro pagamento está previsto para 30 de julho de 2026.

Inadimplência leva RZTR11 a encerrar contrato de fazenda em Goiás; veja os impactos

O fundo imobiliário RZTR11 comunicou ao mercado a rescisão do contrato de arrendamento da Fazenda Bom Jardim, em Montividiu (GO), em razão do não pagamento da parcela vencida em 30 de abril de 2026. O imóvel havia sido objeto, em 20 de março de 2024, de três instrumentos firmados com José Cruvinel de Macedo e Teresinha Bueno Pereira de Macedo.

São eles um compromisso de compra e venda, um contrato de arrendamento e uma outorga de opção de compra do imóvel rural, matriculado sob o número 7.683 no Cartório de Registro de Imóveis da comarca de Montividiu. O RZTR11 figurava como parte compradora e arrendadora na operação.

Diante do inadimplemento, o fundo imobiliário RZTR11 enviou notificação extrajudicial concedendo o prazo previsto em contrato para regularização. Como o período se esgotou sem a quitação dos valores em aberto, o contrato de arrendamento foi rescindido de pleno direito.

ALZC11 registra carrego próximo de IPCA+12% após ajustes na carteira

O fundo imobiliário ALZC11 manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota referente ao desempenho de maio, preservando o patamar de rendimentos mesmo em um período marcado por ajustes no portfólio. A distribuição representa um dividend yield anualizado de 16%, equivalente ao retorno de um ativo tributado que renderia cerca de 132% do CDI, segundo a gestora.

O pagamento dos rendimentos foi realizado em 23 de junho para os investidores posicionados no fundo em 16 de junho. Ao longo do mês, a gestão promoveu mudanças na composição da carteira, reduzindo algumas posições em fundos imobiliários e realizando ajustes na alocação em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

As movimentações tiveram impacto pontual sobre os resultados mensais, mas não alteraram a distribuição aos cotistas, que foi sustentada pela utilização de reservas acumuladas.

Fiagro IAAG11 adota postura mais defensiva, mas mantém yield de 1,43%

O Fiagro IAAG11, da Inter Asset, distribuiu R$ 0,12 por cota referente ao resultado de maio, equivalente a um dividend yield de 1,43% no período, considerando o preço de mercado do fundo no encerramento do mês. O resultado distribuído aos cotistas foi sustentado por uma carteira que atravessa um processo de reciclagem e reposicionamento diante de um cenário considerado desafiador para o agronegócio.

No período, o fundo registrou resultado de aproximadamente R$ 1,15 milhão, ao mesmo tempo em que manteve uma postura mais conservadora na alocação dos recursos.

Segundo a gestão, o processo de reciclagem da carteira, iniciado no começo de 2026, evoluiu ao longo dos últimos meses de uma estratégia de realocação de ativos para uma abordagem progressivamente mais defensiva.