O fundo imobiliário IRIM11 registrou um resultado de R$ 26,554 milhões em março, abaixo dos R$ 28,682 milhões apurados no mês anterior. No período, as receitas do fundo totalizaram R$ 29,564 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 3,009 milhões.
A distribuição de dividendos do IRIM11 referente ao mês foi de R$ 0,75 por cota. A pequena diferença entre esses valores foi destinada à reserva de resultados, que encerrou o período acumulando aproximadamente R$ 0,03 por cota.
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A gestão destaca que houve melhora relevante na correção monetária dos CRIs, impulsionada por um IPCA médio de 0,32% reconhecido no resultado caixa, diante da divulgação recente de índices de inflação em patamares mais elevados. Além disso, o desempenho foi favorecido pelo reconhecimento de ganho de capital na carteira de FIIs, acompanhado por um leve aumento na renda recorrente desses ativos. Por outro lado, o período não contou com impactos relevantes relacionados a eventos de pré-pagamento de CRIs.
Estratégia e atualização da carteira do IRIM11
A gestão do IRIM11 também manteve ativa a estratégia de reciclagem da carteira de FIIs ao longo de março, com vendas realizadas no mercado secundário e substituições pontuais de ativos, em linha com o objetivo de otimizar a composição do portfólio.
No mercado primário, o fundo direcionou cerca de 1,6% do patrimônio líquido para o CRI Cashme XXI, na tranche mezanino, com remuneração de IPCA mais 10%. Apesar da posição subordinada, a operação se destaca pela pulverização e pelo baixo LTV médio dos créditos subjacentes. Também foi concluída a integralização da última tranche do CRI Portofino, equivalente a aproximadamente 0,04% do patrimônio líquido, com taxa de IGP-M mais 10,5%.
No mercado secundário, o IRIM11 reforçou posições em diferentes operações, incluindo a aquisição de cerca de 1,1% do patrimônio líquido no CRI HGBS Jardim Sul a IPCA mais 8,5%, além do aumento de exposição no CRI Socicam VII a IPCA mais 11%. Também houve incremento nas posições dos CRIs Axs 03 e Axs 04, com taxas de IPCA mais 12,5% e IPCA mais 11,5%, respectivamente, e ampliação no CRI Faro Energy a IPCA mais 9,45%. Movimentos adicionais envolveram aumentos menores em CRI Mateus, a IPCA mais 10%, e em operações da Hapvida, com remunerações de CDI mais 7% e IPCA mais 16%.
No acompanhamento de crédito, dois ativos permaneceram em destaque ao longo do mês. No caso do CRI Echer, que representa 0,58% do patrimônio líquido, a gestão do IRIM11 segue conduzindo negociações para um possível acordo via dação em pagamento, dependente de aprovações junto à securitizadora.