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Radar do Dia FIIs

KNCR11 lidera captação bilionária e FIIs divulgam novos dividendos

KNCR11, BIDB11, GGRC11 e IAAG11 são destaque do dia com captação recorde, distribuição de rendimentos e atualização do IFIX

Redação RadarFII Publicado em 04/03/2026

Os fundos KNCR11, BIDB11, GGRC11 e IAAG11 são os destaques do Radar do Dia FIIs desta quarta-feira. Na terça-feira, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários, o IFIX, encerrou o pregão aos 3.883,13 pontos, com queda de 0,59% e recuo de 22,93 pontos em relação ao fechamento anterior.

No dia, o índice abriu em 3.906,06 pontos, registrou máxima de 3.908,49 e mínima de 3.881,39. Ao fim do pregão, fechou abaixo do patamar de abertura. Na janela de 52 semanas, o IFIX apresenta máxima de 3.912,96 pontos e mínima de 3.118,34.

KNCR11 capta R$ 3,18 bilhões e ultrapassa R$ 11 bilhões em patrimônio

O KNCR11, fundo imobiliário Kinea Rendimentos Imobiliários, encerrou sua décima segunda emissão de cotas com captação aproximada de R$ 3,18 bilhões. Com a operação, o patrimônio do fundo de recebíveis imobiliários alcançou cerca de R$ 11 bilhões, tornando-se o primeiro FII listado na B3 a ultrapassar esse patamar.

De acordo com informações divulgadas ao mercado, a oferta foi a maior já realizada por um fundo imobiliário no Brasil e contou com o exercício parcial de lote adicional. Foram distribuídas cerca de 30,6 milhões de novas cotas, com uma base de investidores superior a 42 mil participantes, majoritariamente pessoas físicas.

O KNCR11 mantém foco na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários indexados ao CDI. A carteira é diversificada entre segmentos como lajes corporativas, shopping centers, logística e projetos residenciais, com maior concentração nos setores de escritórios e shoppings.

BIDB11 entrega dividendos com yield de 1,24% em março

O BIDB11, FI-Infra da Inter Asset, anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota em dividendos referente ao resultado de fevereiro de 2026.

Terão direito ao provento os investidores posicionados até a data-base de 27 de fevereiro de 2026, com pagamento previsto para 13 de março de 2026. Considerando o preço de fechamento de janeiro, de R$ 80,96, o valor distribuído representa um dividend yield mensal aproximado de 1,24%.

O BIDB11 encerrou janeiro com lucro líquido de R$ 3,15 milhões, segundo o relatório mais recente. Apesar da deterioração recente da curva de juros reais, que impactou a cota patrimonial, o fundo segue apresentando carrego atrativo de IPCA mais 9,39%.

GGRC11 divulga dividendos com yield de 0,97%

O fundo imobiliário GGRC11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota em dividendos para março. Terão direito ao pagamento os investidores posicionados até a data-base de 2 de março de 2026, com pagamento previsto para o dia 9 de março.

Considerando o preço de fechamento de fevereiro, de R$ 10,36 por cota, o valor distribuído representa um dividend yield mensal aproximado de 0,97%.

O GGRC11 registrou crescimento de 78% no lucro na comparação entre dezembro e janeiro, conforme a Demonstração do Resultado do Exercício divulgada no relatório gerencial de janeiro de 2026. No período, o lucro avançou de R$ 19,34 milhões para R$ 34,44 milhões.

No mesmo período, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota referentes ao resultado de janeiro. Considerando a cotação de fechamento de R$ 10,05 ao fim do mês, o dividend yield anualizado corresponde a 11,94%.

IAAG11 pagará dividendos com yield de 1,33%

O Fiagro IAAG11, da Inter Asset, anunciou a distribuição de R$ 0,12 por cota em rendimentos. Terão direito ao pagamento os investidores com posição no fundo até a data-base de 27 de fevereiro, com pagamento programado para 13 de março.

Com base no preço de fechamento de fevereiro, de R$ 9,00 por cota, o valor distribuído corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 1,33%.

Durante o mês de janeiro, a gestão da Inter Asset avançou na reciclagem da carteira com a aquisição de R$ 2 milhões em cotas seniores do Ecoagro Multiplica Fiagro. Segundo o relatório gerencial, o movimento está alinhado à diretriz tática de curto prazo do fundo, que busca ampliar a diversificação por meio de novos devedores e maior pulverização de risco.

Esse posicionamento mais seletivo reflete o ambiente macroeconômico desafiador para o setor. Com a nova aquisição, o nível de alocação do IAAG11 atingiu 92% do patrimônio líquido, com carrego médio equivalente a CDI mais 3,4%.