O MXRF11 fechou o mês de dezembro com resultado de R$ 46,764 milhões, superando os números registrados em novembro e outubro, segundo informações do relatório gerencial divulgado pela gestão. O desempenho reflete a estabilidade operacional do fundo e ajustes recentes na alocação do portfólio.
No período, a receita total somou R$ 50,101 milhões. A maior parcela teve origem na carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), responsável por R$ 37,945 milhões. A alocação em fundos imobiliários contribuiu com R$ 6,294 milhões, enquanto as operações de permutas financeiras responderam por R$ 5 milhões.
Receitas complementares provenientes de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e aplicações em renda fixa adicionaram R$ 861,7 mil ao resultado do mês.
Impacto do cenário inflacionário e reservas acumuladas
De acordo com a gestão, o desempenho da carteira de CRIs refletiu o comportamento mais moderado da inflação no segundo semestre de 2025. Como parte relevante dos recebíveis é indexada ao IPCA, a desaceleração dos índices influenciou diretamente a correção monetária observada no período.
Mesmo assim, o fundo encerrou dezembro com uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 12,44 milhões, o equivalente a R$ 0,027 por cota, o que contribui para a previsibilidade das distribuições futuras.
Com base no resultado apurado, o MXRF11 distribuiu R$ 0,10 por cota, com pagamento realizado em 15 de janeiro de 2026, considerando a posição dos cotistas ao final de dezembro.
Segundo o relatório, ao considerar o preço de fechamento da cota no mês e o gross-up de 15%, o rendimento distribuído correspondeu a 117,15% do CDI no período.
Ajustes relevantes no portfólio ao longo do mês
Durante dezembro, a gestão promoveu movimentações importantes na carteira. No segmento de CRIs, foram realizadas aquisições no mercado secundário que ultrapassaram R$ 260 milhões, incluindo a realocação de aproximadamente R$ 75 milhões no CRI Shopping Itaquera.
No mesmo intervalo, o fundo vendeu CRIs que totalizaram cerca de R$ 62 milhões e recebeu pré-pagamentos de algumas operações, com destaque para exposições ligadas aos grupos Almeida Jr. e Siqueira Castro Advogados.
No book de permutas financeiras, o MXRF11 destinou R$ 32 milhões a um novo projeto residencial no bairro do Campo Belo, em São Paulo, estruturado em parceria com uma empresa listada em bolsa.
Além disso, foi estruturada uma operação de R$ 75 milhões voltada à aquisição de estoque de unidades residenciais, com remuneração preferencial de CDI + 5,00% ao ano (all-in), envolvendo imóveis localizados em regiões consolidadas da capital paulista.
Redução em FIIs e venda de ativo antigo
Na carteira de fundos imobiliários, a gestão realizou reduções parciais de posição em TELM11, MCLO11 e HGRU11, como parte do rebalanceamento do portfólio.
Outro destaque do mês foi a venda do Edifício Oceanic, ativo mais antigo do fundo, originado a partir da execução do CRI Harte. A operação gerou um lucro de R$ 2,6 milhões, reforçando o resultado do período e evidenciando a capacidade de reciclagem de ativos da gestão.