O fundo imobiliário PCIP11 iniciou o ano de 2026 com resultado de R$ 14,685 milhões no mês de janeiro, desempenho ligeiramente inferior aos R$ 15,615 milhões registrados em dezembro.
No período, o PCIP11 apresentou receitas totais de R$ 18,857 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 1,264 milhão.
Com base nesse resultado, o fundo distribuiu R$ 14,119 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,83 por cota.
A diferença entre o resultado distribuível e o valor efetivamente pago contribuiu para o aumento da reserva acumulada, que encerrou o mês em R$ 0,37 por cota.
Ao final do período, o fundo imobiliário PCIP11 mantinha 95,5% do patrimônio líquido alocado, sendo 87,7% direcionados a Certificados de Recebíveis Imobiliários e operações estruturadas.
Esses ativos apresentaram rentabilidade média ponderada de 14,7% ao ano, equivalente a IPCA mais 9,3% ao ano, com prazo médio de 3,5 anos e spread médio de 1,6% ao ano. Em trinta de janeiro, não havia operações compromissadas em aberto.
Carteira e atualizações sobre o fundo imobiliário PCIP11
A carteira do PCIP11 reunia 107 CRIs e 4 operações estruturadas, com predominância de ativos indexados ao IPCA, que representavam 90% do portfólio, remunerados a IPCA mais 10,6% ao ano.
Outros 6% da carteira estavam atrelados ao CDI, com remuneração de CDI mais 5,0% ao ano, enquanto 2% estavam vinculados ao IGP-M, com taxa de IGP-M mais 9,5% ao ano, e 2% em papéis prefixados, com taxa média de 14,0% ao ano.
O portfólio totalizava 108 CRIs e 4 operações estruturadas, distribuídos em 14 segmentos, com maior exposição aos setores de varejo, que representavam 21%, residencial, com 15%, e pulverizado, com 12%. O estado de São Paulo concentrava 44% da carteira de CRIs.
No movimento de gestão ativa ao longo do mês, o fundo PCIP11 zerou as posições no CRI São Benedito, no valor de R$ 3,4 milhões, e no CRI Allos, de R$ 1,8 milhão.
Por outro lado, houve aumento da exposição ao CRI Matheus TRX em R$ 11,0 milhões, além do reforço das posições nos CRIs Edificatto A, em R$ 800 mil, e Edificatto B, em R$ 700 mil.
Desde abril de 2020, o fundo também mantém alocação oportunística em fundos imobiliários de crédito e encerrou janeiro com oito fundos imobiliários na carteira, representando 7,8% do patrimônio líquido.
Segundo a gestão do PCIP11, o cenário segue favorável para a classe de fundos imobiliários, sustentado por inflação controlada, câmbio favorável e perspectiva de corte de juros, embora o ano de 2026 possa apresentar maior volatilidade em função do calendário eleitoral e da dinâmica fiscal.