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Dividendos

PORD11 cresce 20% em fevereiro e mantém dividend yield acima de 13% ao ano

Fundo amplia resultado, reforça estratégia em CRIs e projeta novas alocações com retorno elevado

Redação RadarFII Publicado em 23/03/2026

O fundo imobiliário PORD11 reportou um resultado de 3 milhões e 728 mil reais no mês de fevereiro, representando um crescimento de 20,78 por cento em relação a janeiro, quando havia registrado 3 milhões e 86 mil reais.

A composição do resultado do PORD11 foi formada por receitas de 3 milhões e 539 mil reais e despesas de 613 mil e 400 reais no período.

Com base nesse desempenho, o fundo anunciou a distribuição de 0,10 reais por cota referente ao resultado de fevereiro de 2026.

No acumulado dos últimos 12 meses, os rendimentos somam 1,159 real por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 13,72 por cento, considerando a cotação de 8 reais e 45 centavos.

O retorno corresponde a IPCA mais 9,07 por cento ao ano, podendo chegar a IPCA mais 11,39 por cento com o gross-up de imposto, com duration estimado em três anos.

Além disso, o PORD11 ainda possui 0,079 real por cota em inflação acumulada que não foi distribuída.

Estratégia e movimentações da carteira

Durante fevereiro, a gestão manteve uma estratégia focada em alocações oportunísticas no mercado secundário, buscando otimizar a rentabilidade da carteira.

Entre os principais movimentos, houve aumento da exposição ao CRI Patrimar, que passou a representar 1,15 por cento do patrimônio líquido do PORD11, com taxa média de CDI mais 2,9 por cento.

Para março, a expectativa é a liquidação de um novo CRI, que deve representar cerca de 1,7 por cento da carteira, com remuneração de CDI mais 6 por cento ao ano.

A operação prevê pagamentos mensais de juros, prazo total de 72 meses e não conta com período de carência.

A estrutura de garantias inclui alienação fiduciária de imóveis com LTV inferior a 100 por cento do saldo devedor, cessão fiduciária de recebíveis superior a 200 por cento, fundo de reserva equivalente a três parcelas mensais e aval dos sócios.

Já o CRI Novo Mundo segue em processo de amortização, com redução de exposição de 1,26 por cento em fevereiro e previsão de nova queda de 1,34 por cento em março.

Com isso, a participação do ativo deve cair para cerca de 0,90 por cento do patrimônio líquido do fundo.