Em janeiro, o fundo imobiliário PORD11 apurou um resultado de R$ 3,064 milhões, número ligeiramente abaixo dos R$ 3,313 milhões registrados no mês de dezembro.
As receitas originadas dos ativos que compõem a carteira do PORD11 totalizaram R$ 2,846 milhões, enquanto o resultado financeiro adicionou R$ 955 mil ao desempenho do período.
Diante desse cenário, o fundo anunciou a distribuição de R$ 3,728 milhões em rendimentos, valor equivalente a R$ 0,10 por cota destinado aos cotistas.
No acumulado dos últimos 12 meses, os dividendos pagos pelo PORD11 somam R$ 1,149 por cota, o que representa um dividend yield anualizado de 14,00%, considerando o preço base da cota em R$ 8,21.
Ao considerar a inflação acumulada até novembro de 2025, o retorno real do investimento equivale a IPCA mais 9,13%, podendo alcançar IPCA mais 11,49% com a aplicação do gross-up de imposto de renda, para um duration estimado em três anos.
Ao final do mês, o fundo ainda mantinha R$ 0,075 por cota referentes à inflação acumulada que não foi repassada aos investidores.
Estratégia e movimentações da carteira do PORD11
Durante janeiro e no início de fevereiro, a gestão concentrou seus esforços em oportunidades pontuais no mercado secundário de crédito imobiliário, buscando ganhos adicionais para o portfólio.
Entre as operações realizadas pelo PORD11, destaca-se a aquisição do CRI Ânima, com remuneração atrelada a CDI mais 1,2% ao ano, passando a representar 2,70% da carteira.
O fundo também ampliou a exposição ao CRI Hapvida, indexado a IPCA mais 10,5%, elevando sua participação para 2,17% do patrimônio.
Outro movimento relevante foi o aumento da posição no CRI Patrimar, com taxa média de CDI mais 2,9%, que passou a corresponder a 0,72% do patrimônio do fundo.
Em sentido oposto, o PORD11 promoveu a liquidação do CRI São Carlos, indexado a IPCA mais 9,5%, que anteriormente representava cerca de 2% da carteira.
O período também contou com a amortização integral do CRI Allegra Pacaembu, operação que gerou R$ 15,336 milhões em caixa, montante equivalente a 4,31% do patrimônio líquido.
Além da devolução do principal, a estrutura da operação prevê o pagamento de prêmios adicionais. O primeiro, já creditado, foi de R$ 0,0025 por cota. Ainda estão previstos dois novos pagamentos, programados para julho e dezembro, nos valores de R$ 0,0121 e R$ 0,0127 por cota, respectivamente, em base semestral.
Parte dos recursos disponíveis do PORD11 foi destinada à nova emissão do CRI Allegra, agora com prazo mais alongado e remuneração de CDI mais 4,0% ao ano, passando a representar 1,85% do patrimônio do fundo.