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Radar do Dia FIIs

Radar do Dia FIIs: HGCR11, SNEL11, PATL11 e SNCI11 concentram os destaques do mercado

Relatórios recentes mostram queda pontual de dividendos, forte expansão patrimonial, desempenho acima do IFIX e suspensão temporária de negociação

Redação RadarFII Publicado em 25/02/2026

Os fundos HGCR11, SNEL11, PATL11 e SNCI11 são os destaques do Radar do Dia FIIs desta quarta-feira, dia vinte e cinco. Na terça-feira, dia vinte e quatro, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários, IFIX, encerrou o pregão aos três mil oitocentos e sessenta e sete pontos e sessenta e três décimos, com alta de zero vírgula zero sete por cento, avanço de dois pontos e cinquenta e nove décimos em relação ao fechamento anterior.

Durante a sessão, o índice de fundos imobiliários atingiu a máxima de três mil oitocentos e setenta e três pontos e sessenta e cinco décimos e a mínima de três mil oitocentos e sessenta e quatro pontos e oitenta e três décimos. Ao longo do dia, o IFIX permaneceu em território positivo e chegou ao mesmo patamar da máxima de cinquenta e duas semanas, fixada em três mil oitocentos e setenta e três pontos e sessenta e cinco décimos, mas encerrou abaixo desse nível.

HGCR11 fatura mais de doze milhões e paga menor dividendo em treze meses

O fundo imobiliário HGCR11 apurou em janeiro um resultado distribuível de onze milhões e quinhentos e onze mil reais, abaixo dos dezessete milhões e quatrocentos e dezoito mil reais registrados em dezembro. O fundo contabilizou doze milhões e três mil reais em receitas e um milhão e cento e dezessete mil reais em despesas.

Com base nesse resultado, a distribuição de dividendos do HGCR11 foi de noventa e cinco centavos por cota, com pagamento realizado no dia treze de fevereiro de dois mil e vinte e seis. O fundo encerrou janeiro com cinquenta e quatro centavos por cota de resultado acumulado, ante setenta e cinco centavos por cota no mês anterior.

O saldo de inflação apropriada somava oitenta e sete centavos por cota, acima dos oitenta e um centavos registrados em dezembro. Considerando os dois componentes, o montante acumulado alcançou um real e quarenta e dois centavos por cota ao fim do mês, contra um real e cinquenta e seis centavos anteriormente.

SNEL11 cresce cento e noventa e dois por cento em patrimônio e reforça portfólio solar

O fundo imobiliário SNEL11, focado em ativos de geração distribuída solar, encerrou dois mil e vinte e cinco com forte expansão patrimonial e avanço relevante na alocação de capital. Em dezembro, o fundo registrou resultado distribuível de nove milhões e seiscentos mil reais, em um mês marcado por captação milionária e novas aquisições.

No cenário macroeconômico, dezembro foi marcado pela mudança da bandeira tarifária da Aneel para amarela, reduzindo o custo extra ao consumidor. O ano de dois mil e vinte e cinco foi caracterizado pela forte queda no nível dos reservatórios, que recuaram de sessenta e nove vírgula sete por cento para quarenta e cinco vírgula cinco por cento, pressionando a volatilidade tarifária.

Segundo o fundo, a manutenção do baixo patamar de armazenamento e a ausência de expectativa de recuperação hídrica devem pressionar o mercado para novas bandeiras tarifárias. O SNEL11 concluiu sua quarta emissão de cotas, com captação total de seiscentos e vinte e dois milhões de reais, elevando o patrimônio líquido para novecentos e nove milhões e trezentos mil reais ao fim de dezembro.

PATL11 projeta vacância de março e receitas superam três milhões

O fundo imobiliário PATL11 apurou resultado de dois milhões e trezentos e oitenta e três mil reais em janeiro, após registrar receitas de três milhões e duzentos e doze mil reais e despesas totais de oitocentos e vinte e oito mil e quinhentos reais.

O resultado contou com efeitos não recorrentes. Um deles foi a quarta parcela da multa rescisória paga pela SEB, que adicionou quatro centavos por cota ao resultado, enquanto gastos imobiliários ligados à manutenção dos ativos trouxeram despesas de oito centavos por cota.

A distribuição de dividendos anunciada foi de cinquenta e sete centavos por cota, equivalente a dois milhões e oitocentos e quarenta e cinco mil reais no total, com pagamento efetuado em nove de fevereiro de dois mil e vinte e seis.

SNCI11 entrega vinte e cinco vírgula oitenta e quatro por cento em doze meses

O fundo imobiliário SNCI11 iniciou dois mil e vinte e seis apresentando desempenho competitivo frente aos pares do segmento de crédito. Em janeiro, o fundo registrou rentabilidade ajustada de cinco vírgula noventa e seis por cento, superando o IFIX no período e também os principais fundos comparáveis.

No acumulado de doze meses, a performance alcança vinte e cinco vírgula oitenta e quatro por cento, acima do IFIX Papel e da média dos pares. A recuperação recente das cotas ocorre após meses marcados por eventos de crédito que impactaram a precificação ao longo de dois mil e vinte e cinco.

No campo patrimonial, o fundo apresentou rentabilidade ajustada de zero vírgula cinquenta e sete por cento no mês. O valor patrimonial por cota, após a distribuição, avançou para noventa e oito reais e setenta e três centavos.

TGAR11 tem negociação suspensa após erro operacional

O fundo imobiliário TGAR11 teve a negociação suspensa por vinte minutos, entre dez horas e um minuto e dez horas e vinte e um minutos, após a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários publicar, por engano, um fato relevante com o nome do fundo.

O comunicado tratava da remarcação de ativos de um FIDC da mesma gestora, com queda de quarenta e nove vírgula quinze por cento na cota subordinada júnior. Posteriormente, a administradora reconheceu a falha operacional e esclareceu que o TGAR11 não possui cotas do FIDC mencionado, não havendo qualquer correlação entre os fundos.