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Radar do Dia FIIs

Radar do Dia FIIs: MXRF11 mantém dividendos, XPIN11 inicia reorganização e SNAG11 lança nova emissão

IFIX fecha perto da máxima histórica enquanto mais de 170 fundos anunciam dividendos e três FIIs concentram as principais novidades do dia

Redação RadarFII Publicado em 02/03/2026

Os fundos imobiliários MXRF11, XPIN11 e SNAG11, além dos dividendos que serão pagos em março pelos FIIs, são os destaques do Radar do Dia FIIs desta segunda-feira, dia 2. Na sexta-feira, dia 27, data em que quase duzentos fundos imobiliários anunciaram os proventos a serem pagos aos cotistas em março, o IFIX encerrou o pregão aos 3.911,99 pontos, com alta de 0,69 por cento, o que representa um avanço de 26,85 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.885,14 pontos.

Com esse resultado, o IFIX terminou o pregão apenas 0,97 ponto abaixo da máxima de cinquenta e duas semanas, fixada em 3.912,96 pontos. No acumulado da semana, o índice avançou 43,06 pontos em relação ao fechamento da sexta-feira anterior, dia 20, quando havia encerrado em 3.868,93 pontos, o que representa alta de 1,09 por cento.

MXRF11 mantém distribuição e fecha quarto trimestre com reserva milionária

O MXRF11, fundo Maxi Renda, encerrou o quarto trimestre de 2025 mantendo a distribuição média de R$ 0,100 por cota. No período, o fundo registrou resultado de R$ 0,300 por cota, representando uma leve alta de 0,67 por cento em comparação com o trimestre anterior, segundo dados do relatório gerencial.

A distribuição média permaneceu estável frente ao trimestre anterior, enquanto o resultado apresentou avanço marginal. Ao fim de dezembro, a reserva acumulada de correção monetária totalizava R$ 12,44 milhões, o equivalente a R$ 0,0270 por cota, conforme o documento.

O patrimônio líquido do fundo encerrou o trimestre em R$ 4,32 bilhões. O número de cotas emitidas somava 460,27 milhões. No mercado secundário, a liquidez média diária foi de R$ 12,69 milhões no período.

Mais de 170 FIIs anunciam dividendos para março

O mercado de fundos imobiliários encerrou fevereiro com um dos momentos mais aguardados pelos investidores, que é a divulgação dos dividendos que serão distribuídos na primeira metade de março.

Na sexta-feira, dia 27, último pregão do mês, quase duzentos FIIs informaram os valores que serão pagos aos cotistas, com base nos resultados apurados ao longo de fevereiro.

Para a maior parte dos fundos imobiliários que divulgaram os dividendos na sexta-feira, o próprio dia 27 serviu como data-base para o recebimento dos proventos, a chamada data-com. Isso significa que apenas os investidores posicionados até o encerramento do pregão terão direito aos valores anunciados, considerando a quantidade de cotas mantidas ao final da sessão.

Nova gestora assume o XPIN11 e inicia reorganização

Os cotistas do XPIN11 aprovaram, em consulta formal encerrada no dia 24 de fevereiro, a troca da gestora do fundo. A XP Vista Asset Management Ltda. foi substituída pela Invista Real Estate Ltda., que também é responsável pela gestão do fundo imobiliário IBBP11.

O XPIN11 passará por um amplo processo de reestruturação que culminará na consolidação de seus ativos no IBBP11. A reorganização começa com a substituição da gestora e termina com a liquidação do fundo.

A transferência ocorreu na sexta-feira, dia 27. A partir dessa data, o fundo passou a se chamar Invista Industrial FII, marcando formalmente o início do processo de reorganização.

SNAG11 lança quinta emissão para captar até R$ 618,9 milhões

O SNAG11 anunciou sua quinta emissão de cotas, em oferta pública destinada a investidores em geral. A operação prevê captação inicial de até R$ 618,9 milhões, por meio da emissão de 60.740.353 novas cotas, podendo haver redução do montante em caso de distribuição parcial, respeitado o volume mínimo estabelecido.

O preço de emissão foi fixado em R$ 10,19 por cota, valor calculado com base no patrimônio líquido contábil atualizado do fundo. Sobre esse valor incide taxa de distribuição de R$ 0,31 por cota, elevando o preço total de subscrição para R$ 10,50. A taxa cobre custos da oferta, como comissão de coordenação, taxas de registro na CVM e na B3, além de despesas com publicações e outros encargos operacionais.

A manutenção da oferta está condicionada à subscrição mínima de 98.136 cotas, equivalente a aproximadamente R$ 1 milhão, desconsiderando a taxa de distribuição. Caso esse volume mínimo seja atingido, a administração poderá encerrar a oferta mesmo abaixo do montante inicialmente previsto.