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Radar do Dia FIIs

Radar do dia FIIs: KNRI11, TGAR11, DIVS11 e BTHF11 movimentam o mercado de FIIs com vendas de ativos e dividendos

IFIX volta a subir, enquanto fundos imobiliários se destacam com lucro na reciclagem de portfólio e manutenção de rendimentos em fevereiro

Redação RadarFII Publicado em 04/02/2026

O mercado de fundos imobiliários iniciou a quarta-feira (4) com destaque para KNRI11, TGAR11 e DIVS11, em um pregão marcado por leve recuperação do IFIX. Na terça-feira (3), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários encerrou aos 3.856,94 pontos, com alta de 0,1%, revertendo parcialmente a queda observada no pregão anterior.

Na segunda-feira (2), o IFIX havia fechado aos 3.853,10 pontos, com recuo de 0,2%. Com o avanço da terça, o índice voltou a se sustentar acima da faixa dos 3.850 pontos no encerramento, sinalizando estabilidade em meio a um ambiente ainda sensível a juros elevados e maior seletividade por parte dos investidores. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 3.853,10 pontos e a máxima de 3.860,07 pontos.

KNRI11 vende ativo, gera lucro relevante e projeta aumento recorrente de rendimentos

O fundo imobiliário KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária) concluiu em janeiro a venda do imóvel Jundiaí Industrial Park, conforme já informado em comunicados anteriores ao mercado. De acordo com o relatório gerencial, a operação resultou em um lucro de R$ 77 milhões.

Segundo a gestão, o ganho obtido com a transação permitirá um acréscimo recorrente estimado de R$ 0,07 por cota nos rendimentos mensais. Com isso, a distribuição projetada pode alcançar R$ 1,10 por cota a partir de março de 2026, considerando a reorganização do fluxo de caixa após a alienação do ativo.

A venda faz parte do processo de reciclagem do portfólio, com foco na realização de valor de ativos maduros. A gestão reforça que o impacto positivo não é pontual, mas estrutural, refletindo diretamente na capacidade de geração de caixa e na política de distribuição do fundo.

TGAR11 anuncia dividendos para fevereiro e reforça cautela no curto prazo

O fundo imobiliário TGAR11 anunciou a distribuição de R$ 0,71 por cota em dividendos, com data-base em 30 de janeiro de 2026 e pagamento programado para o dia 13 de fevereiro.

Considerando a cotação de fechamento em R$ 78,25, o rendimento mensal corresponde a um dividend yield aproximado de 0,91%. Como ocorre com os fundos imobiliários, os proventos são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

No mês anterior, o fundo havia distribuído R$ 1,00 por cota, equivalente a um dividend yield mensal de 1,08%, ou 13,69% anualizado. No acumulado dos últimos 12 meses, o TGAR11 distribuiu R$ 12,00 por cota, com yield de 14,76%.

Apesar do histórico recente robusto, a sinalização de maior cautela em relação ao ritmo futuro de distribuição acabou gerando pressão vendedora, especialmente entre investidores com foco em renda de curto prazo.

DIVS11 mantém piso de distribuição e reforça previsibilidade em 2026

O fundo de infraestrutura DIVS11, sob gestão da Sparta, anunciou o pagamento de R$ 1,20 por cota em dividendos para fevereiro de 2026. A data-base foi definida em 30 de janeiro, com pagamento previsto para o dia 13 de fevereiro.

O total de rendimentos distribuídos na competência soma R$ 3,33 milhões, reforçando a consistência do fluxo de caixa ao cotista. Com base na cotação de R$ 104,75 no fechamento de janeiro, o provento representa um dividend yield mensal aproximado de 1,15%.

A gestora confirmou a manutenção do piso mensal de R$ 1,20 por cota ao longo de 2026, em linha com a estratégia do fundo e com o cenário prospectivo de juros.

Em 2025, o DIVS11 entregou rentabilidade de 16,0%, superando o IDkA IPCA 5A, que avançou 13,0%, além de superar sua própria meta de IPCA 5A + 2,0%, ao atingir IPCA 5A + 2,6%. O desempenho foi impulsionado por gestão ativa e decisões oportunas de alocação em um ambiente de spreads mais comprimidos.

BTHF11 registra ganho extraordinário com venda de ativo corporativo

O fundo imobiliário BTHF11 informou, em seu relatório gerencial de janeiro de 2026, a venda do edifídio corporativo Ez Tower. A operação resultou em um ganho de capital de R$ 46 milhões, classificado pela gestão como evento extraordinário.

Segundo o relatório, o ativo fazia parte da carteira de imóveis reais do fundo, e a alienação ocorreu dentro da estratégia de gestão ativa, que prevê a rotação de ativos conforme as condições de mercado.

O ganho foi integralmente reconhecido no resultado do mês, que totalizou R$ 0,114 por cota, acima do patamar recorrente. Em função desse evento não recorrente, a distribuição mensal foi elevada pontualmente, sem alteração estrutural na política de rendimentos do fundo.