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Radar do Dia: SNEL11 lança oferta de 2,3 bilhões, BRCO11 em 4 carteiras recomendadas e BTRA11 vence na Justiça

IFIX cai 0,34% na quarta enquanto Suno Energias anuncia maior captação do setor de energia na B3, Bresco Logística se mantém entre os preferidos dos analistas e BTG Pactual Terras vence disputa judicial no Mato Grosso

Redação RadarFII Publicado em 18/06/2026

Radar do Dia desta quinta-feira, dia 18. Os fundos imobiliários SNEL11, BRCO11, ALZC11 e BTRA11 são os destaques de hoje. Na quarta-feira, dia 17, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários, o IFIX, encerrou o pregão em 3.811,18 pontos, com queda de 0,34%, o equivalente a uma perda de 13,03 pontos em relação ao fechamento anterior, que era de 3.824,21 pontos.

Os fundos imobiliários mais negociados do dia foram o CPTS11, da Capitania Securities II, com volume de R$ 1,72 milhão e queda de 1,22%; e o MXRF11, o Maxi Renda, com volume de R$ 1,46 milhão e recuo de 0,31%.

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SNEL11 anuncia oferta de até R$ 2,3 bilhões em nova fase de expansão

O fundo imobiliário SNEL11, da Suno Energias Limpas, deu início a mais um movimento de crescimento ao anunciar sua quinta emissão de cotas. A operação poderá movimentar até R$ 2,3 bilhões, posicionando-se entre as maiores captações realizadas por veículos listados voltados ao setor de energia na B3.

A oferta prevê inicialmente a emissão de aproximadamente 221,3 milhões de cotas, ao preço unitário de R$ 8,32. Nessa estrutura-base, o fundo busca captar cerca de R$ 1,84 bilhão para financiar novos investimentos e ampliar sua carteira de ativos.

O montante da operação poderá ser ampliado em até 25% por meio de um lote adicional, elevando o volume potencial da oferta para R$ 2,3 bilhões, caso haja demanda suficiente por parte dos investidores. Além do valor de emissão, os participantes da oferta deverão desembolsar R$ 0,33 por cota referentes aos custos de distribuição. Com isso, o preço final de subscrição foi definido em R$ 8,65 por cota.

Por dentro do BRCO11: o portfólio que sustenta as recomendações de grandes bancos

O fundo imobiliário BRCO11, da Bresco Logística, apareceu em quatro das nove carteiras recomendadas de junho. Santander, XP, Itaú BBA e BTG Pactual mantiveram o veículo entre as escolhas do mês, repetindo maio. Para explicar essa constância, analistas sugerem observar a composição do portfólio e os indicadores operacionais do fundo.

O portfólio reúne 14 propriedades logísticas distribuídas por São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A área bruta locável totaliza 591 mil m², com participação integral do fundo em todos os ativos.

Em abril, o fundo elevou os dividendos para R$ 0,95 por cota, o maior patamar em dez meses. No mês, o dividend yield ficou em 0,80% considerando a cotação de fechamento do período. No acumulado de 2026, a distribuição atingiu R$ 4,61 por cota até junho, frente a R$ 4,35 no mesmo intervalo de 2025.

ALZC11 confirma novos dividendos e entrega yield de 1,33% ao mês

O fundo imobiliário ALZC11 anunciou uma nova distribuição de rendimentos aos seus cotistas. De acordo com comunicado divulgado ao mercado, o fundo pagará R$ 0,10 por cota, referente aos resultados de maio de 2026.

Terão direito ao recebimento dos proventos os investidores posicionados no fundo até o encerramento do pregão de 16 de junho de 2026, data-base definida para a distribuição. A partir do pregão seguinte, as cotas passam a ser negociadas na condição de ex-dividendos.

O pagamento dos rendimentos está previsto para ocorrer em 23 de junho de 2026, diretamente na conta das corretoras dos investidores habilitados. Considerando o preço de fechamento da cota em maio, de R$ 7,51, o valor distribuído corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,33%.

Fiagro obtém decisão favorável na Justiça sobre ativo no Mato Grosso

O Fiagro BTRA11, BTG Pactual Terras Agrícolas Fiagro, informou ao mercado que obteve uma decisão favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso em uma disputa envolvendo a Fazenda JR, imóvel localizado em Campo Verde, no Mato Grosso, que integra o portfólio do fundo.

Segundo fato relevante divulgado na quarta-feira, dia 17, o tribunal manteve integralmente a sentença que reconheceu o direito de propriedade do Fiagro sobre a área rural.

De acordo com o comunicado, a ação foi movida contra a Felícia Administração e Participações, empresa que alegava ter adquirido a fazenda e ocupava o imóvel. Por votação unânime, os desembargadores negaram provimento ao recurso apresentado pela companhia, preservando a decisão de primeira instância favorável ao fundo.