Radar do Dia FIIs desta segunda-feira traz como destaques os fundos MXRF11, HGLG11, CACR11 e SNFZ11. Na sexta-feira, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários encerrou o pregão em 3.922,13 pontos, com alta de 0,32%, avanço de 12,48 pontos em relação ao fechamento anterior.
Apesar do avanço no pregão, o índice terminou a semana em queda. Na comparação com o fechamento da semana anterior, quando havia encerrado aos 3.929,91 pontos, o IFIX acumulou recuo de 7,78 pontos, equivalente a uma baixa de 0,2%.
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MXRF11 reduz rendimento e entrega abaixo do CDI em março
O MXRF11, maior fundo imobiliário do Brasil em número de cotistas, reduziu o valor de seus rendimentos mensais em março de 2026 e registrou retorno equivalente abaixo de 100% do CDI no período, em meio ao cenário de juros elevados e pressão sobre os fundos imobiliários de recebíveis.
Segundo relatório gerencial divulgado pela gestão, o fundo distribuirá R$ 0,095 por cota referente ao resultado de março de 2026, representando dividend yield anualizado de 12,12% e retorno equivalente a 92,89% do CDI no período, considerando gross-up tributário de 15%. Nos meses anteriores, o fundo vinha registrando retorno equivalente acima de 100% do CDI. Em fevereiro, o rendimento distribuído foi de R$ 0,10 por cota, com retorno equivalente a 118,12% do CDI. Já em dezembro de 2025, o percentual havia alcançado 117,15% do CDI.
HGLG11 amplia exposição em ativo logístico com compra milionária
O fundo imobiliário HGLG11 informou a celebração de um Instrumento Particular de Transação que envolve sua investida Simões Filho SPE e as empresas Consul Engenharia, H93 Empreendimento Logístico SPE e Meta B DI. A operação está relacionada ao empreendimento logístico localizado no imóvel Simões Filho, na Rodovia BA-093, em Simões Filho, na Bahia.
Pelo acordo, o HGLG11 passará a adquirir a participação remanescente de 10% do galpão G100 e do futuro galpão G200, ainda em desenvolvimento no empreendimento. O valor total previsto para essa aquisição é de R$ 79,22 milhões. Desse montante, R$ 24,776 milhões correspondem ao galpão G100, enquanto R$ 54,445 milhões estão relacionados ao galpão G200.
CACR11 tomba quase 60% na Bolsa nesta semana
O fundo imobiliário CACR11 viveu uma semana de forte queda no mercado, com baixa semanal acumulada de 59,79%, cotado a R$ 32,70 no fechamento da sexta-feira. A baixa mais relevante começou na segunda-feira, quando as cotas passaram de R$ 81,33 para R$ 47,01, representando desvalorização diária de 42,2%.
A queda do CACR11 continuou nos dias seguintes: na terça-feira a baixa foi de 11,51%, na quarta-feira de 9,01%, na quinta-feira de 9,46% e na sexta-feira de 4,58%. O colapso ocorreu após o fundo divulgar que não distribuirá dividendos referentes ao resultado de abril. Conforme explicado em comunicado, a decisão foi tomada para reforçar o caixa e preservar a continuidade dos projetos financiados pela carteira, em meio a um cenário mais difícil para o mercado imobiliário e de crédito no Brasil.
SNFZ11 supera R$ 1 milhão em liquidez em meio a recorde da soja brasileira
As exportações brasileiras de soja atingiram em abril o maior volume para o mês dos últimos cinco anos, com embarques de 16,75 milhões de toneladas, avanço de 9,7% na comparação anual, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. Na esteira desse desempenho, o Fiagro SNFZ11 atingiu 1 milhão de reais em liquidez nesta sexta-feira.
O desempenho veio em meio ao pico do escoamento da safra brasileira. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, a colheita da soja já alcança aproximadamente 95% da área cultivada no país. A expectativa do mercado é que o Brasil registre uma safra histórica próxima de 180 milhões de toneladas em 2026, consolidando ainda mais a posição do país como principal exportador global da commodity.