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Radar do Dia FIIs

RBVA11, ALZR11, IBBP11 e CNES11 são destaques do Radar do Dia FIIs desta terça-feira

RBVA11 conclui compra de imóvel por 81 milhões, IBBP11 cresce com portfólio do XPIN11 e CNES11 alerta para impacto de 22% na receita

Redação RadarFII Publicado em 19/05/2026

Os fundos imobiliários RBVA11, ALZR11, IBBP11 e CNES11 são os destaques do Radar do Dia FIIs desta terça-feira, dia 19. Na segunda-feira, dia 18, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários encerrou o pregão em 3.850,19 pontos, com queda de 0,89%, o equivalente a 34,57 pontos em relação ao fechamento anterior.

Os fundos mais negociados da sessão foram o MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário), com volume indicado em R$ 1,66 milhão e queda de 0,71%, e o CPTS11 (Capitania Securities II Fundo de Investimento Imobiliário), com volume de R$ 1,6 milhão e recuo de 0,53%.

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RBVA11 conclui compra de imóvel locado à Portobello por R$ 81 milhões em SP

O RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo) anunciou a conclusão da aquisição integral do imóvel locado para a Portobello na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo, em uma operação avaliada em R$ 81 milhões. Com a conclusão da transação, o fundo passou a deter 100% do ativo imobiliário, conforme fato relevante divulgado ao mercado.

Segundo o fato relevante, a aquisição foi realizada de forma direta e à vista, após o exercício de direito previsto em contrato firmado anteriormente. O fundo imobiliário também informou que o imóvel possui cap rate estabilizado de 8% ao ano.

O ativo já integrava parcialmente o portfólio do RBVA11 antes da conclusão da operação. O imóvel abriga uma loja flagship da Portobello Shop e está localizado na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, corredor tradicional dos segmentos de arquitetura, design e decoração na capital paulista.

ALZR11 divulga dividendos para maio: veja quem recebe e valor

O fundo imobiliário ALZR11 anunciou a distribuição de R$ 0,08355 por cota em dividendos aos investidores posicionados até a data-base de 18 de maio de 2026. O pagamento será realizado no próximo dia 25 de maio.

Considerando o preço de fechamento da cota em R$ 10,57 (fechamento de abril), o rendimento representa dividend yield mensal aproximado de 0,79%. O ALZR11 possui estratégia focada em ativos imobiliários dos segmentos logístico e industrial, além de operações estruturadas de longo prazo no modelo built-to-suit e sale and leaseback.

O ALZR11 encerrou março com lucro de R$ 10,702 milhões, o maior nível registrado nos últimos oito meses. O desempenho foi sustentado por receitas de R$ 12,014 milhões no período, frente a despesas de R$ 1,312 milhão.

IBBP11 cresce com portfólio do XPIN11 e mantém dividendos acima de 11% ao ano

O fundo imobiliário IBBP11 vive um momento de expansão. De acordo com relatório gerencial, o fundo concluiu a aquisição de parte do portfólio do XPIN11 — fundo que está em processo de encerramento —, incorporando 134.462 metros quadrados de área locável ao seu patrimônio. Com a operação, o IBBP11 ampliou sua base de inquilinos para 33 empresas distribuídas em 10 países e 12 setores diferentes.

A transação envolveu também a quitação de dívidas atreladas aos imóveis adquiridos. Paralelamente, os ativos logísticos de Jundiaí, que faziam parte do XPIN11, foram repassados ao XPLG11 (XP Log FII) por cerca de R$ 32,3 milhões, gerando um ganho expressivo de capital para os cotistas do IBBP11.

Referente aos resultados de abril, o fundo distribuiu R$ 0,074 por cota ordinária e R$ 0,084 por cota sênior. O dividend yield anualizado ficou em 11,3% para a classe ordinária e 11% para a sênior.

CNES11 estima impacto de 22% na receita após saída parcial de locatário

O CNES11 (FII Cenesp) informou ao mercado que recebeu uma notificação de um locatário do setor financeiro comunicando a desocupação parcial de áreas atualmente ocupadas no empreendimento Cenesp, localizado na Avenida Maria Coelho Aguiar, 215, no Jardim São Luís, em São Paulo.

Segundo fato relevante divulgado na segunda-feira, dia 18, a devolução envolve espaços localizados no sétimo e no oitavo andares do Bloco B do complexo corporativo.

De acordo com a BTG Pactual Serviços Financeiros, administradora do fundo, e com a BTG Pactual Gestora de Recursos, responsável pela gestão, a desocupação parcial representa impacto estimado de aproximadamente 22% sobre a receita contratada do fundo imobiliário.