O RURA11 encerrou janeiro de 2026 com resultado contábil de R$ 18,5 milhões, avanço de aproximadamente 20% em relação aos R$ 15,4 milhões registrados em dezembro. O desempenho reflete a melhora operacional da carteira e o maior volume de receitas no período.
As receitas totais do RURA11 somaram R$ 21,1 milhões no mês, enquanto as despesas ficaram em R$ 2,1 milhões, mantendo o controle de custos e contribuindo para a expansão do resultado líquido.
Com base nesse desempenho, o fundo realizou a distribuição de R$ 0,12 por cota em dividendos. O valor supera o pagamento do mês anterior e representa o maior patamar dos últimos 21 meses, reforçando a recuperação da geração de caixa.
Considerando a cota patrimonial, os rendimentos do RURA11 equivalem a um yield anualizado de 14,9%. Já com base no preço de mercado do fechamento de janeiro, o retorno anualizado chega a 17,5%. Assim como ocorre com outros Fiagros listados, os dividendos permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidos os critérios legais.
Gestão de risco e acompanhamento de operações
No campo da gestão de risco, o RURA11 segue monitorando cinco operações classificadas com provisão para devedores duvidosos (PDD). A atuação ocorre de forma ativa, tanto na esfera judicial quanto comercial, com foco em renegociação e recuperação de créditos.
No caso da Consentini, o crédito do fundo foi reconhecido como extraconcursal no novo quadro geral de credores divulgado pelo administrador judicial. A estratégia agora envolve demonstrar a não essencialidade da fazenda alienada para consolidar a propriedade do ativo.
Em relação à Portal Agro, houve aprovação do plano de Recuperação Judicial, restando apenas a homologação judicial para os próximos desdobramentos do processo.
Carteira diversificada e eventos relevantes
A carteira do RURA11 terminou janeiro com 84% do patrimônio líquido alocado em crédito agro, distribuído entre 56 devedores, com exposição a diferentes culturas e regiões do país, o que contribui para a diluição de riscos.
Dois eventos se destacaram no mês. O primeiro envolveu a Aliança Agrícola, que encerrou suas operações no Brasil. O fundo possuía exposição por meio de CRA estruturado com garantias que incluíam CDA/WA sobre estoques, recebíveis performados e caixa.
Após atraso no pagamento de juros e o vencimento antecipado da operação, foi possível recuperar integralmente o saldo devedor corrigido, incluindo encargos e prêmios previstos em contrato, mitigando impactos negativos para o resultado.
O segundo evento relevante foi o pré-pagamento do CRA da Packem, empresa focada na produção de big bags de PET reciclado e ráfia. A companhia acessou condições mais favoráveis no mercado e liquidou antecipadamente a operação, pagando o prêmio contratual ao fundo.
Perspectivas para o agronegócio
Segundo a gestão, o cenário para a soja permanece positivo, com boas produtividades observadas no início da colheita da safra 2025/2026 nas principais regiões monitoradas. Esse ambiente tende a favorecer a capacidade de pagamento dos devedores e sustentar a performance do RURA11 ao longo dos próximos meses.