O SNAG11 voltou ao centro das atenções após anunciar a distribuição de R$ 0,20 por cota referente a fevereiro de 2026. Considerando a cotação próxima de R$ 11,10, o pagamento representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,8%, um dos patamares mais elevados já registrados pelo fundo.
O valor supera com folga os rendimentos anteriores, que vinham girando em torno de R$ 0,13 por cota, indicando um avanço relevante na geração de caixa.
Para o investidor focado em renda passiva, o movimento chama atenção, especialmente em um cenário de possível queda gradual da Selic ao longo do ano.
Panorama atualizado do SNAG11 (fevereiro de 2026)
| Indicador | Dado Atual |
| Último dividendo | R$ 0,20 por cota |
| Dividend Yield mensal | ~1,8% |
| Cotação aproximada | R$ 11,10 |
| Dividend Yield 12 meses | ~13% a 14% |
| Número de cotistas | ~118 mil |
| Carteira adimplente | 100% |
| P/VP | Próximo de 1,05 |
O fundo mantém base sólida de investidores e liquidez consistente no mercado secundário, com volume diário que facilita entrada e saída.
Estrutura da carteira: foco em crédito e gestão ativa
O SNAG11 é um Fiagro híbrido com predominância de crédito estruturado.
Alocação atual da carteira:
- 81% em CRAs
- Cerca de 8% em imóveis
- Demais recursos distribuídos em participações estratégicas no setor agro
Indexadores:
- Aproximadamente 90% atrelado ao CDI
- Cerca de 8% indexado ao IPCA
- Demais ativos em estruturas complementares
Essa composição permite flexibilidade. Em ciclos de juros elevados, o CDI sustenta a rentabilidade. Em cenário de inflação mais persistente ou juros em queda, ativos IPCA + taxa real preservam o retorno.
Novo CRA reforça estratégia de proteção inflacionária
Recentemente, o fundo adicionou um CRA com remuneração de IPCA + 12,25% ao ano, representando aproximadamente 0,5% do patrimônio líquido.
O ativo apresenta LTV de 25%, o que significa que o valor da garantia é quatro vezes superior ao montante da dívida, fator relevante de segurança.
Essa estratégia ajuda a manter spreads elevados mesmo em um cenário de redução gradual da taxa básica de juros.
Carteira pulverizada reduz risco de inadimplência
O fundo possui mais de 260 devedores pulverizados, distribuídos entre:
- Soja (62%)
- Café (10%)
- Laticínios (9%)
- Insumos agrícolas (8,7%)
- Outros segmentos do agronegócio
Desde o início de suas operações, o fundo não registrou eventos relevantes de inadimplência, reforçando a disciplina na análise de crédito.
Resultado operacional e eficiência de custos
O lucro líquido recente ficou na faixa de R$ 18 milhões, sustentando a distribuição robusta.
Outro diferencial é o controle de despesas:
- Receita aproximada: cerca de R$ 8 milhões mensais
- Despesas: aproximadamente R$ 584 mil
- Impacto das despesas: próximo de 6% a 7%
Esse percentual é inferior ao observado em parte dos fundos do setor, permitindo maior conversão de receita em dividendos.
Valorização da cota e crescimento da base
Nos últimos 12 meses, a cotação acumulou alta próxima de 20%, acompanhando a melhora da percepção de risco do setor, a consistência na distribuição de rendimentos e o aumento do número de cotistas.
O fundo encerrou 2025 com cerca de 118 mil investidores, reforçando liquidez e presença no mercado.
SNAG11 dividendos 2026: é sustentável?
A sustentabilidade dos R$ 0,20 por cota dependerá de fatores como:
- Manutenção da adimplência
- Qualidade das novas originações
- Composição entre CDI e IPCA
- Cenário macroeconômico
Ainda que o valor possa oscilar ao longo dos meses, a estrutura híbrida, a pulverização da carteira e o baixo custo operacional ajudam a sustentar um patamar elevado de rendimento.
Com yield mensal próximo de 1,8%, carteira 100% adimplente, mais de 260 devedores pulverizados e estratégia ativa entre CDI e IPCA, o SNAG11 consolida seu espaço entre os principais Fiagros focados em geração de renda.
Para investidores que priorizam fluxo mensal e exposição ao agronegócio via mercado financeiro, o fundo segue sendo um dos nomes mais observados em 2026.