O SNFF11 anunciou a distribuição de R$ 0,72 por cota em dividendos aos seus cotistas. A data-base será em 13 de fevereiro de 2026, com pagamento programado para o dia 24 de fevereiro de 2026.
Considerando a cotação de R$ 76,90 registrada no fim de janeiro, o provento corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 0,94%. Assim como ocorre com os demais fundos imobiliários, os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidos os critérios previstos na legislação.
SNFF11 supera o IFIX em dezembro mesmo com juros pressionados
Em dezembro, o SNFF11 apresentou valorização de 5,15% na cota. Ao considerar também a distribuição referente ao mês anterior, o retorno total alcançou 6,26%. Ao final do período, o fundo era negociado a R$ 76,14, frente a um valor patrimonial de R$ 86,88, mantendo desconto relevante sobre o patrimônio.
O desempenho ocorreu em um ambiente de abertura da curva real de juros, com a NTN-B 2035 avançando de 7,31% para 7,39% ao ano. Ainda assim, o mercado de fundos imobiliários reagiu de forma positiva, com o IFIX registrando alta de 3,14% em dezembro, sustentado por melhora no apetite ao risco e expectativas mais construtivas para o setor.
Nesse contexto, o SNFF11 entregou retorno patrimonial total de 3,51% no mês, superando o índice de referência. Desde o início das atividades, em maio de 2021, o fundo acumula alpha de 9,33%, desempenho equivalente a 129% do IFIX no período.
Carteira diversificada e estratégia ativa de alocação
A carteira do SNFF11 mantém parte relevante alocada em fundos de desenvolvimento, que representam cerca de 9% do portfólio. Esses ativos atuam nos segmentos logístico, corporativo, residencial e hoteleiro e possuem dinâmica típica de “curva J”, com maior consumo de caixa no curto prazo e retorno concentrado no longo prazo.
Em termos de resultado, o fundo apurou R$ 3,22 milhões em dezembro. A principal fonte de receita veio dos rendimentos dos FIIs investidos, que somaram aproximadamente R$ 2,9 milhões. Além disso, receitas de renda fixa, dividendos de ações e ganhos de capital adicionaram cerca de R$ 360 mil ao resultado do período.
Movimentações recentes da carteira
No campo das movimentações, a gestão realizou vendas de aproximadamente R$ 2 milhões em FIIs líquidos, com o objetivo de reforçar o caixa e reduzir exposição em posições já bem precificadas. Em paralelo, ampliou a participação no PATL11, fundo voltado ao segmento industrial e logístico.
O fundo também realizou um novo investimento de R$ 7,8 milhões no CXCO11, veículo com imóveis integralmente locados para a Caixa Econômica Federal. A aquisição foi realizada a um cap rate implícito próximo de 15% ao ano, patamar considerado elevado em relação às transações do mercado imobiliário tradicional, oferecendo margem de segurança e potencial de ganho de capital.
Além disso, o SNFF11 executou uma operação tática de venda a descoberto no HGLG11, encerrada ainda em dezembro, que gerou lucro aproximado de R$ 366 mil e contribuiu para o reforço do resultado mensal.