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Etanol de milho impulsiona Mato Grosso e fortalece a tese do SNFZ11

Com investimentos superiores a R$ 40 bilhões no setor, Mato Grosso responde por 70% da produção nacional de etanol de milho, beneficiando diretamente as fazendas do Fiagro em Gaúcha do Norte, que prepara terceira emissão de R$ 120 milhões

Redação RadarFII Publicado em 25/06/2026

O avanço do etanol de milho vem redesenhando parte importante da cadeia do agronegócio brasileiro. O que há poucos anos era visto como um mercado emergente se transformou em um dos principais vetores de crescimento do setor, impulsionado por investimentos que já superam R$ 40 bilhões.

Os números ajudam a explicar essa transformação. A produção nacional, que girava em torno de 2,5 bilhões de litros na safra 2020/21, deve se aproximar de 10 bilhões de litros no ciclo 2025/26. A expansão acelerada consolidou uma nova fonte de consumo para o milho produzido no país.

Outro fator que sustenta as perspectivas positivas é a ampliação da demanda doméstica. O aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina e as discussões sobre o uso do biocombustível em setores como aviação e indústria reforçam o papel estratégico do milho na matriz energética brasileira.

O movimento ocorre paralelamente ao fortalecimento da segunda safra, conhecida como safrinha. Atualmente, o milho cultivado após a colheita da soja responde por parcela relevante da produção nacional e se tornou peça central da economia agrícola de estados como Mato Grosso.

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Mato Grosso concentra oportunidades para produtores e investidores

Enquanto a indústria amplia sua capacidade de processamento, a colheita da safrinha começa a avançar pelo Centro-Sul do país. Dados da AgRural indicam que os trabalhos atingiram 4,4% da área cultivada no início de junho, percentual superior ao observado tanto na semana anterior quanto no mesmo período do ano passado.

Mato Grosso segue como o principal protagonista desse cenário. Líder nacional na produção de grãos, o estado reúne algumas das áreas agrícolas mais produtivas do Brasil e concentra grande parte dos investimentos ligados à expansão do etanol de milho.

É justamente nessa região que estão localizadas as propriedades do SNFZ11. O fundo da Suno Asset possui ativos em Gaúcha do Norte, município inserido em uma das principais fronteiras agrícolas do país e beneficiado pelo modelo de dupla safra, que combina soja e milho no mesmo ciclo produtivo.

Mesmo diante de revisões pontuais nas estimativas de produção por conta da estiagem em algumas regiões, a expectativa para a safra brasileira continua elevada. A AgRural projeta atualmente uma produção de 108,2 milhões de toneladas para a safrinha 2025/26, mantendo Mato Grosso como principal polo produtor.

Expansão do etanol consolida Mato Grosso como polo de bioenergia

O avanço do etanol de milho está transformando a dinâmica do agronegócio brasileiro e consolidando Mato Grosso como o principal polo de bioenergia do país. O estado já responde por cerca de 70% de toda a produção nacional do biocombustível, ampliando as alternativas de demanda para um grão que ganhou importância estratégica muito além das exportações e da alimentação animal.

Dados recentes indicam que Mato Grosso deverá produzir 5,6 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/25, sustentado por uma estrutura industrial em rápida expansão. Atualmente, o estado conta com 17 usinas de biocombustíveis em operação, sendo nove dedicadas exclusivamente ao milho e outras três operando no modelo flex, utilizando milho e cana-de-açúcar.

Esse cenário se soma ao crescimento contínuo da produção agrícola. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, a safra brasileira de milho 2025/26 deverá atingir 139,5 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o terceiro maior produtor mundial do grão e o segundo maior exportador global.

Safrinha ganha novas fontes de demanda no coração do agro brasileiro

A expansão do etanol de milho reforça uma tendência observada nas regiões agrícolas de Mato Grosso: o fortalecimento da chamada segunda safra, cultivada após a colheita da soja.

As fazendas do SNFZ11 estão posicionadas justamente nesse contexto. Localizadas em Gaúcha do Norte, uma das principais fronteiras agrícolas do país, as propriedades do fundo se beneficiam da integração entre culturas e da diversificação das fontes de receita associadas ao milho.

Do volume de milho consumido no mercado interno brasileiro, aproximadamente 60% são destinados à cadeia de proteína animal, enquanto cerca de 22% abastecem a indústria do etanol. Os demais 18% seguem para diferentes segmentos industriais, incluindo alimentos processados, farmacêuticos, cosméticos, tintas, embalagens biodegradáveis e produtos químicos.

A tendência é de crescimento. O governo mato-grossense projeta que a moagem de milho destinada à produção de etanol alcance 26,8 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta superior a 19% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da capacidade já instalada.

Expansão do etanol pode ser fator estratégico ao SNFZ11

Para o SNFZ11, a expansão do etanol de milho representa um componente adicional à tese de investimento. Além da valorização das terras e da renda gerada pelos contratos agrícolas, o fundo passa a estar exposto a uma região que se beneficia diretamente da crescente demanda pelo cereal, reduzindo a dependência exclusiva das exportações e fortalecendo uma cadeia que combina agricultura, indústria e geração de energia.

Expansão do SNFZ11 em Mato Grosso

O USDA reportou plantio de 87% da área de soja 2026/27 nos EUA até maio, acima da média de cinco anos, enquanto a Bolsa de Cereales indica 91,7% da colheita concluída na Argentina, com produção estimada em 50,1 milhões de toneladas. Esses sinais, somados à firmeza da demanda, mantêm o mercado atento a prêmios, basis e fretes.

A expansão do SNFZ11 em Mato Grosso avança com a terceira emissão de cotas anunciada pela Suno Asset, que pode movimentar cerca de R$ 120 milhões para aquisição de novas propriedades. A operação, de até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20, busca ampliar a exposição do fundo à valorização de terras e à renda recorrente.

Os recursos devem adicionar cerca de 2,2 mil hectares agricultáveis ao portfólio, fortalecendo a presença do SNFZ11 no principal polo da soja e do milho do país.