O fundo imobiliário SNME11 avançou 0,32% no pregão desta terça-feira (13), com as cotas negociadas a R$ 9,53 e volume financeiro de R$ 136 mil. Durante a sessão, o fundo atingiu uma nova máxima histórica, considerando a valorização das cotas e os dividendos distribuídos.
O movimento ocorre em meio às expectativas relacionadas à integração de carteiras da Suno Asset, incluindo as operações envolvendo os fundos KISU11 e SNFF11. A consolidação deve ampliar a escala do SNME11 e modificar a composição de seu patrimônio.
A semana também concentra a atenção dos investidores nos rendimentos dos fundos imobiliários. No último pagamento confirmado, referente a setembro, o SNME11 distribuiu R$ 0,10 por cota, com pagamento realizado em 25 de setembro.
O fundo adota uma estratégia multiestratégia, com investimentos em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e cotas de outros fundos imobiliários, além de buscar oportunidades de ganho de capital.
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SNME11 mantém reserva e distribui R$ 0,10 por cota
O fundo imobiliário SNME11 registrou, em agosto, um resultado distribuível de R$ 715,9 mil, equivalente a R$ 0,0965 por cota, enquanto manteve a distribuição em R$ 0,10 por cota.
O provento, pago em 25 de setembro, correspondeu a um dividend yield anualizado de 13,68%. Ao fim de agosto, a cota era negociada a R$ 9,31, ante valor patrimonial de R$ 9,59, levando o fundo a um P/VP de 0,97 vez.
A diferença entre o resultado gerado e o valor distribuído foi coberta pela reserva acumulada do fundo. Ao final de agosto, o SNME11 mantinha R$ 0,3938 por cota em reserva distribuível.
Segundo a gestão, essa reserva será preservada para dar suporte a eventuais perdas contábeis decorrentes de movimentações de carteira realizadas antes do processo de consolidação, sem comprometer a distribuição recorrente aos cotistas.
Outro destaque do período foi o início da terceira emissão de cotas do SNME11, movimento relacionado à estratégia de consolidação que envolve também o SNFF11 e o KISU11. Segundo o fundo, os detalhes e os prazos da operação seriam divulgados pelos respectivos veículos ao longo de setembro e outubro.
A carteira encerrou agosto com yield médio dos CRIs de 19,27% e duration de apenas 0,1 ano. Na composição patrimonial, os fundos imobiliários representavam 66,5% do patrimônio líquido, enquanto os CRIs respondiam por 6,9% e o caixa, por 26,3%.
O resultado total patrimonial do SNME11 ficou em -0,29% em agosto, desempenho superior ao -1,46% registrado pelo IFIX no mesmo período. Desde setembro de 2023, o fundo acumula alfa de 8,28% sobre o IPCA + Yield IMA-B e de 30,75% em relação ao IFIX, segundo os dados divulgados pela gestão.
Caixa de 26% abre espaço para novas oportunidades
A elevada posição de liquidez foi uma das principais características da carteira em agosto. O SNME11 encerrou o mês com aproximadamente 26% do patrimônio líquido em caixa. Segundo a gestão, a estratégia ajudou a proteger o patrimônio durante um período de maior volatilidade nos preços dos ativos de crédito e dos investimentos em renda variável.
A gestão afirmou que pretende direcionar esses recursos para oportunidades que apresentem margem de segurança, potencial de retorno e carrego considerado adequado.
Enquanto não são realizadas novas alocações, o caixa permanece remunerado pelas taxas de juros, preservando também a liquidez necessária para aproveitar eventuais oportunidades.
O fundo também realizou uma nova tranche de sua estratégia de arbitragem envolvendo o HGRU11. A operação gerou R$ 129,8 mil em ganho de capital em agosto, equivalente a R$ 0,0174 por cota. No segundo semestre, a estratégia acumulava aproximadamente R$ 183 mil em ganhos, segundo o relatório.