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Radar do Dia FIIs

TRXF11, BTLG11, BIDB11 e IAAG11 são destaques do Radar do Dia FIIs desta sexta-feira

TRXF11 anuncia venda de imóveis do Pão de Açúcar, BTLG11 capta quase 200 milhões em direito de preferência e BIDB11 mantém rentabilidade acima das NTN-Bs

Redação RadarFII Publicado em 22/05/2026

Os fundos imobiliários TRXF11, BTLG11, BIDB11 e IAAG11 são os destaques do Radar do Dia FIIs desta sexta-feira, dia 22. Na quinta-feira, dia 21, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários encerrou o pregão em 3.849,95 pontos, com recuo de 0,12 ponto em relação ao fechamento anterior. A variação diária foi de -0,003%, mantendo o índice praticamente estável ao longo da sessão.

Entre os fundos imobiliários mais negociados do pregão estiveram o GARE11 (Guardian Real Estate), com volume de R$ 1,14 milhão e alta de 0,24%; o GGRC11 (GGR Covepi Renda), com R$ 781,38 mil e queda de 0,20%; e o MXRF11 (Maxi Renda), com R$ 774,96 mil e avanço de 0,10%.

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TRXF11 anuncia venda de duas lojas do Pão de Açúcar; veja o lucro

A TRX Gestora comunicou ao mercado na quarta-feira, dia 20, a assinatura de um Memorando de Entendimentos para a venda de dois imóveis locados ao Pão de Açúcar (Companhia Brasileira de Distribuição), localizados em Goiânia, Goiás. Os ativos pertencem ao TRXB11, fundo imobiliário no qual o TRXF11 é o principal investidor.

Se a transação for concluída conforme previsto, o lucro líquido estimado para o TRXB11 é de aproximadamente R$ 24,5 milhões — o equivalente a R$ 6,03 por cota. Para os cotistas do TRXF11, na condição de maior investidor do TRXB11, o impacto estimado é de R$ 0,39 por cota.

O valor acordado da operação é de R$ 74 milhões, com pagamento dividido em três etapas: R$ 37 milhões à vista após o cumprimento de condições contratuais, R$ 14,8 milhões em duas parcelas semestrais e R$ 22 milhões em até 18 meses. As parcelas parceladas serão corrigidas pelo IPCA.

BTLG11 capta R$ 198,9 milhões em direito de preferência; oferta ainda tem R$ 1,4 bi disponível

O BTLG11 (BTG Pactual Logística) informou ao mercado o encerramento do período de exercício do direito de preferência de sua 16ª emissão de cotas. Segundo comunicado divulgado pelo fundo, os cotistas subscreveram e integralizaram 1.941.144 novas cotas durante essa etapa da oferta.

Considerando o preço de emissão de R$ 102,51 por cota, o montante captado no período de preferência somou aproximadamente R$ 198,99 milhões. Após essa fase, permanecem disponíveis 13.668.613 cotas para distribuição nas próximas etapas da oferta, o que corresponde a cerca de R$ 1,4 bilhão com base no preço de emissão divulgado. O volume ainda poderá ser ampliado caso haja colocação de cotas adicionais previstas na operação.

BIDB11 mantém rentabilidade acima das NTN-Bs em cenário de reprecificação

O BIDB11, FI-Infra da Inter Asset, atravessou abril em meio ao movimento de correção dos preços das debêntures incentivadas, cenário que pressionou os spreads de crédito e impactou a rentabilidade da indústria ao longo do mês.

Segundo a gestão, os ativos passaram a ser negociados com remuneração acima das NTN-Bs de referência, movimento que não era observado desde meados de 2025. A reprecificação ocorreu após um período de forte volume de emissões no mercado primário sem entrada proporcional de novos recursos na indústria.

O ambiente mais desafiador também alterou o comportamento dos investidores, elevando os resgates e reduzindo o ritmo das novas emissões. Em abril, o mercado primário registrou o menor volume de emissões de debêntures incentivadas dos últimos 20 meses.

Fiagro IAAG11 entrega yield de 1,35% com carteira CDI mais 3,1%

O fiagro IAAG11 ampliou sua alocação em crédito privado durante abril, reforçando a estratégia de aumento gradual do carrego da carteira em meio ao ambiente ainda desafiador para o agronegócio brasileiro.

No período, o fundo realizou novos investimentos que somaram aproximadamente R$ 3,5 milhões, com destaque para o aporte de R$ 2,5 milhões no CRA Jotabasso, remunerado a CDI mais 4,0% ao ano, além de R$ 1,0 milhão no CRA Primato Cooperativa, com taxa de CDI mais 3,90%.

Ao mesmo tempo, o fundo recebeu cerca de R$ 1,5 milhão em amortizações de operações anteriores, seguindo o cronograma natural da carteira. Com os novos movimentos, o nível de alocação do portfólio avançou para aproximadamente 85,3% do patrimônio líquido do veículo, enquanto o carrego médio da carteira subiu para CDI mais 3,1% ao ano.