O TRXF11 iniciou 2026 em um novo patamar, combinando crescimento acelerado, distribuição robusta de rendimentos e forte presença no mercado secundário. Em janeiro, o fundo registrou o maior crescimento mensal de cotistas de sua história, saltando de 218.834 para 237.707 investidores, uma alta de 8,62% em apenas um mês, consolidando-se entre os FIIs mais populares da indústria.
Esse avanço ocorreu em um período marcado por eventos relevantes, como a conversão dos recibos da 12ª emissão, a manutenção de dividendos elevados e um volume expressivo de negociações. Ao final do mês, o fundo contava com 62,43 milhões de cotas emitidas e patrimônio líquido em torno de R$ 6,3 bilhões, considerando valor patrimonial por cota próximo de R$ 101. A liquidez acompanhou esse movimento, com volume médio diário negociado ao redor de R$ 22 milhões.
Mesmo após a maior emissão de sua história e uma expansão agressiva da carteira, o TRXF11 manteve a consistência na geração de resultados. Em janeiro, o resultado operacional foi de aproximadamente R$ 66 milhões, sustentando a distribuição de rendimentos em um cenário ainda marcado por juros elevados.
O fundo anunciou a distribuição de R$ 0,93 por cota, equivalente a um dividend yield mensal próximo de 0,97%, ou entre 11% e 12% ao ano, dependendo da cotação de mercado. O pagamento será realizado em fevereiro, com base na posição dos cotistas ao final de janeiro.
A gestão reiterou que o guidance de rendimentos permanece entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota até dezembro de 2026, sustentado por resultado recorrente e reservas acumuladas próximas de R$ 0,30 por cota, oferecendo maior previsibilidade de fluxo de caixa ao investidor.
Parte relevante dos recursos captados na 12ª emissão foi direcionada para alocações estratégicas, ampliando a diversificação do portfólio e reforçando a qualidade dos ativos e dos inquilinos.
Principais alocações realizadas
- Fundos com exposição a lajes corporativas AAA
- Ativos ligados à geração de energia renovável
- Galpões industriais e logísticos
- Imóveis voltados ao setor de saúde
- Ativos com contratos atípicos de longo prazo
Com essa expansão, o TRXF11 passou por uma transformação estrutural, deixando de ser predominantemente um fundo focado em supermercados para se tornar um fundo híbrido, com gestão ativa e carteira diversificada entre imóveis físicos, CRIs, cotas de outros FIIs e uma pequena parcela em renda fixa.
Atualmente, o fundo atua em segmentos como varejo alimentar, logística, saúde, educação e lajes corporativas, com mais de 120 imóveis e mais de 380 inquilinos, mantendo vacância física inferior a 1%.
Apesar da solidez operacional e da manutenção dos dividendos, a cota segue negociada abaixo do valor patrimonial, com P/VP em torno de 0,92. Esse desconto é atribuído principalmente à conversão das cotas da 12ª emissão, à pressão vendedora no curto prazo e ao ajuste natural após um crescimento acelerado.
Do ponto de vista financeiro, o fundo mantém estrutura sob controle, com alavancagem líquida inferior a 7%, dívida indexada majoritariamente ao IPCA e vacância mínima, indicando que a pressão recente na cotação reflete mais a dinâmica de mercado do que problemas operacionais.
Para 2026, o cenário combina possível volatilidade no curto prazo com fundamentos sólidos no médio e longo prazo. Para investidores focados em renda recorrente e análise estrutural, o TRXF11 segue relevante, embora exija acompanhamento contínuo da estratégia de gestão e das movimentações da carteira.