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Vacância de escritórios no Rio cai para 26,5% e atinge menor nível desde 2015

Absorção líquida positiva ao longo de 2025 e ausência de novo estoque impulsionam recuperação gradual do mercado corporativo carioca

Redação RadarFII Publicado em 18/02/2026

O mercado de escritórios do Rio de Janeiro encerrou 2025 com taxa de vacância de 26,5%, o menor patamar desde 2015, segundo relatório do quarto trimestre divulgado pela consultoria imobiliária JLL. O indicador apresentou queda contínua ao longo dos quatro trimestres do ano.

De acordo com o levantamento, o recuo foi registrado trimestre a trimestre, refletindo absorção recorrente ao longo do ano e ausência de novo estoque no período. O Centro foi o principal vetor da redução da vacância, concentrando as maiores ocupações, enquanto a região da orla também contribuiu, encerrando o ano com vacância em patamar de um dígito.

Absorção líquida e dinâmica do mercado

O relatório da consultoria imobiliária JLL aponta que o mercado corporativo do Rio registrou absorção líquida positiva em 2025, com destaque para edifícios de padrão AA. O Porto Maravilha encerrou o ano com absorções relevantes no quarto trimestre, sem devoluções.

O quarto trimestre concentrou o maior número de empresas absorvendo e devolvendo espaços ao longo do ano, indicando maior rotatividade nas locações. Segundo a JLL, as cinco maiores absorções do período corresponderam a expansões de empresas já instaladas nos edifícios, movimento associado ao crescimento orgânico das companhias e à maior confiança dos ocupantes nos ativos.

O setor público permaneceu como principal motor do mercado ao longo do ano, com absorções relevantes também no segmento químico no quarto trimestre.

Oferta de grandes áreas

O levantamento indica redução na disponibilidade de lajes corporativas acima de 10 mil metros quadrados ao longo de 2025. O Centro manteve a maior diversidade de opções desse porte, enquanto outras regiões apresentaram oferta mais restrita.

A ausência de novo estoque contribuiu para o movimento de queda da vacância ao longo do ano.

O preço médio pedido apresentou leve alta no ano, apesar de recuo nas regiões da orla e Zona Sul no último trimestre. O relatório não indica mudança relevante no estoque total no período analisado.