Os fundos imobiliários VGHF11, ALZR11, AZPL11 e SNME11 são os destaques do Radar do Dia FIIs desta quinta-feira, dia 21. Na quarta-feira, dia 20, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários encerrou o pregão em 3.850,07 pontos, com avanço de 33,42 pontos em relação ao fechamento anterior. A valorização do índice de fundos imobiliários foi de 0,88% no dia.
Entre os FIIs mais negociados da sessão, o MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário) apareceu na liderança, com volume de R$ 1,47 milhão e alta de 0,81%. Na sequência, o CPTS11 (Capitania Securities II Fundo de Investimento Imobiliário) avançou 2,55%, com volume de R$ 1,16 milhão.
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VGHF11 anuncia novo investimento e lucra mais de R$ 11,26 milhões; veja detalhes
O fundo imobiliário VGHF11 registrou resultado de R$ 11,263 milhões em abril, após contabilizar receitas totais de R$ 12,591 milhões e despesas de R$ 1,328 milhão no período.
O fundo encerrou o mês com recuo de R$ 0,12 na cota patrimonial, movimento atribuído pela gestão à desvalorização das posições em FIIs e CRIs, impactadas principalmente pela abertura da curva de juros das NTN-Bs. Em relação à distribuição de rendimentos, o VGHF11 anunciou pagamento de R$ 0,07 por cota referente à competência de abril.
Segundo a gestão, o valor representou rentabilidade anualizada de 10,7% sobre a cota patrimonial de março, equivalente a IPCA mais 1,4% ao ano. No acumulado de 12 meses, os dividendos do VGHF11 somaram R$ 0,94 por cota, com retorno anualizado de 11,5%, equivalente a IPCA mais 7,4% ao ano.
ALZR11 encerra mês com caixa robusto e mantém dividendos acima do guidance
O fundo imobiliário ALZR11 (Alianza Trust Renda Imobiliária) encerrou abril com posição de caixa e valores mobiliários de R$ 414 milhões, equivalentes a 22% do patrimônio líquido — patamar considerado bastante saudável pela gestora para o cumprimento das obrigações de longo prazo do fundo.
O volume expressivo de liquidez reflete a conclusão da 8ª emissão de cotas, que captou aproximadamente R$ 447 milhões. Com a integralização dos recursos, a relação entre obrigações futuras e patrimônio líquido recuou para 33%, ante 40% registrado no mês anterior — redução classificada pela gestora como marco relevante na trajetória do fundo.
Os dividendos do ALZR11 referentes a abril foram de R$ 0,0836 por cota, acima do teto do guidance para o primeiro semestre de 2026, que projeta rendimentos entre R$ 0,080 e R$ 0,082 por cota ao mês. O pagamento está previsto para 25 de maio aos investidores posicionados até 18 de maio.
AZPL11 amplia alocação em crédito e leva exposição da carteira a 64,8%
O AZPL11 ampliou sua exposição ao segmento de crédito imobiliário ao longo de abril, em movimento voltado à elevação da rentabilidade da carteira em meio ao cenário de juros elevados. Em abril, o resultado total do fundo ficou em aproximadamente R$ 3,78 milhões.
Segundo relatório gerencial divulgado pela gestão, a participação dos ativos de crédito passou a representar aproximadamente 64,8% do patrimônio líquido do fundo ao fim do mês. Com isso, a carteira de crédito atingiu cerca de R$ 233,7 milhões em volume financeiro, sustentada tanto por alocações diretas quanto indiretas realizadas por meio do AZPE11.
A ampliação da exposição foi viabilizada pela utilização do caixa disponível e pela contratação de operações compromissadas, mecanismo de alavancagem utilizado para potencializar o retorno da estratégia. Enquanto reforçava o braço de crédito, o AZPL11 manteve seu portfólio imobiliário totalmente ocupado, com os galpões logísticos encerrando abril com vacância física zerada.
SNME11 avança mais de 1% em sessão positiva para FIIs; alfa supera índice em 17,56%
O fundo imobiliário SNME11 encerrou o pregão da quarta-feira, dia 20, com alta de 1,19%, cotado a R$ 9,37, em mais um dia positivo para o mercado de fundos imobiliários.
O movimento acompanhou a recuperação do IFIX, que avançou 0,88%, refletindo melhora do humor dos investidores em relação ao segmento imobiliário listado. Durante o dia, o fundo movimentou aproximadamente R$ 145 mil em negociações, mantendo trajetória recente de recuperação após semanas de maior volatilidade no mercado secundário.
O desempenho ocorre em um momento em que investidores voltam a observar oportunidades em fundos imobiliários negociados próximos ou abaixo do valor patrimonial, especialmente veículos com estratégia multiestratégia.