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Dividendos

XPCI11 distribui dividendos e mantém foco em carteira diversificada de CRIs

Fundo encerra janeiro com resultado menor que dezembro, reforça alocações em crédito imobiliário e preserva estratégia pulverizada

Redação RadarFII Publicado em 27/02/2026

O fundo imobiliário XPCI11 encerrou o mês de janeiro com resultado de R$ 7,507 milhões, abaixo do registrado em dezembro, quando havia alcançado R$ 8,049 milhões. No período, as receitas somaram R$ 8,137 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 629,3 mil.

Com base nesse desempenho, o XPCI11 realizou a distribuição de R$ 0,88 por cota em rendimentos, com pagamento efetuado em 13 de fevereiro de 2026 aos cotistas posicionados até 30 de janeiro.

O dividendo distribuído pelo XPCI11 corresponde a um dividend yield anualizado de 12,97%, considerando a cota de fechamento de janeiro. Ao aplicar o gross-up de 15% referente à tributação, o retorno anualizado dos rendimentos alcança 15,41%.

No campo de alocação, o XPCI11 movimentou cerca de R$ 21 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários ao longo de janeiro, com operações realizadas tanto no mercado primário quanto no secundário.

Carteira atual do fundo imobiliário XPCI11

Ao final do mês, o portfólio do XPCI11 era composto por 45 CRIs, além de duas debêntures e sete cotas de outros FIIs, totalizando aproximadamente R$ 785 milhões alocados na estratégia principal.

O fundo também mantinha R$ 13,9 milhões em instrumentos de liquidez, destinados ao pagamento de despesas recorrentes e ao aproveitamento de oportunidades táticas de investimento.

Segundo a gestão, a estratégia segue focada na construção de um portfólio pulverizado, com ampla diversificação entre ativos e indexadores, priorizando a originação e a estruturação própria das operações, o que embute prêmios adicionais nas taxas contratadas.

Essa abordagem permite ao XPCI11 capturar ganhos de capital no mercado secundário, especialmente em momentos de ajuste nas curvas de juros e nos spreads de crédito.

A carteira do XPCI11 apresenta forte concentração em Certificados de Recebíveis Imobiliários, que representam 88,97% do total dos ativos. A parcela restante está distribuída entre cotas de FIIs, com 8,82%, liquidez, com 1,77%, e debêntures, com 0,44%.

Sob a ótica setorial, o maior peso está no varejo alimentício, responsável por 32% do portfólio. Em seguida aparecem os segmentos de incorporação vertical, com 16%, e shoppings, com 12%. Os setores de saúde e outros concentram 10% cada, enquanto lajes corporativas representam 8%, indústria 6%, combustíveis 3% e educação 2%.