A gestão do fundo imobiliário XPIN11 (inVista Industrial FII) foi transferida da XP Asset para a inVista Real Estate após aprovação em assembleia de cotistas realizada em fevereiro. A mudança marca o início de um processo amplo de reestruturação do fundo, que prevê a fusão com o IBBP11, a venda dos ativos e, ao fim, a liquidação do veículo com distribuição de cotas a seus investidores.
A inVista Real Estate já é a gestora do IBBP11, e a unificação da gestão dos dois fundos tem como objetivo viabilizar uma condução coordenada da reorganização do portfólio do XPIN11. Segundo o relatório gerencial, a medida busca capturar sinergias, otimizar a gestão dos ativos e estruturar um processo eficiente de consolidação, com foco na geração de valor e na alocação disciplinada de capital para os cotistas.
Em março, uma segunda assembleia aprovou etapas adicionais da reestruturação: a alienação dos ativos do fundo, a quitação integral das obrigações financeiras com a liquidação dos CRIs e, por fim, a dissolução do fundo, com amortização aos cotistas feita mediante entrega de cotas de outros fundos imobiliários.
Cenário operacional do XPIN11
No campo operacional, o XPIN11 encerrou fevereiro com ocupação física de 96% de sua área bruta locável total de 268 mil metros quadrados, composta por galpões industriais e logísticos nos condomínios Barão de Mauá, Centro Empresarial Atibaia, Complexo Gaia, Jundiaí I e II e Extrema, em Minas Gerais, todos desenvolvidos pelo BBP, Brazilian Business Park.
O fundo registrou inadimplência líquida de 16,7%, relacionada a dois locatários. O caso da Sogefi já conta com processo de cobrança judicial em andamento. A nova gestão informou que iniciou, ainda em fevereiro, negociações para recuperação das inadimplências e locação das áreas vagas.
Além disso, o XPIN11 distribuiu R$ 0,85 por cota em rendimentos, utilizando parte do saldo de lucros acumulados para manter a uniformidade dos proventos.