O fundo imobiliário GARE11 segue entre os FIIs mais acompanhados por investidores que buscam renda mensal. Em meio à volatilidade das cotas, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,083 por cota, valor que vem sendo repetido nos últimos meses e que reforça a estratégia de previsibilidade nos rendimentos.
O pagamento mais recente tem data com em 29 de maio de 2026 e será realizado em 8 de junho de 2026, no valor de R$ 0,083 por cota. O mesmo valor também foi pago nos meses anteriores de 2026, incluindo janeiro, fevereiro, março e abril, mostrando estabilidade no patamar de distribuição.
Na prática, considerando uma cota negociada próxima de R$ 8,22, o rendimento mensal fica perto de 1% ao mês. Esse nível de distribuição mantém o GARE11 no radar de investidores que buscam fluxo mensal de caixa com fundos imobiliários.
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Quanto o GARE11 paga hoje?
O valor atual dos dividendos do GARE11 é de R$ 0,083 por cota. Em termos simples, um investidor com 100 cotas receberia R$ 8,30 no mês, antes de considerar custos operacionais e eventuais variações na cotação.
| Quantidade de cotas | Rendimento mensal estimado |
|---|---|
| 100 cotas | R$ 8,30 |
| 500 cotas | R$ 41,50 |
| 1.000 cotas | R$ 83,00 |
| 5.000 cotas | R$ 415,00 |
| 10.000 cotas | R$ 830,00 |
O cálculo considera o dividendo atual de R$ 0,083 por cota. Esse valor pode mudar nos próximos meses, conforme o resultado do fundo, os reajustes dos contratos, as novas aquisições e a política de distribuição adotada pela gestão.
Fundo mira até R$ 0,09 por cota em 2026
O ponto que mais chama atenção no GARE11 é que o valor atual está no piso do guidance divulgado para 2026. A gestão mantém uma projeção de rendimentos entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota ao longo do ano, sustentada pela ocupação plena do portfólio, reciclagem de ativos e reorganização de capital.
Isso significa que, se o fundo conseguir melhorar a geração de caixa, há espaço para uma distribuição um pouco maior. A alta, no entanto, não é garantida. Ela depende de fatores como reajustes de aluguel, controle de despesas, conclusão das aquisições pendentes e manutenção da adimplência dos locatários.
O relatório de abril mostra que o fundo gerou exatamente o valor distribuído no mês, de R$ 0,083 por cota. Nos meses anteriores, a geração havia ficado levemente acima da distribuição, próxima de R$ 0,084 a R$ 0,085 por cota, o que indicava uma margem pequena sobre o valor pago aos cotistas.
Vacância zerada sustenta a previsibilidade dos dividendos
A manutenção dos dividendos do GARE11 está diretamente ligada à ocupação do portfólio. O fundo encerrou maio com 33 imóveis, 463,6 mil m² de área bruta locável e presença em 15 estados, mantendo vacância física e financeira zeradas.
Esse dado é importante porque fundos imobiliários de tijolo dependem da receita de aluguel para pagar dividendos. Quando a vacância está zerada, o fundo não perde receita por imóveis desocupados. Já a vacância financeira zerada indica ausência de perda relevante de receita por inadimplência ou descontos que comprometam o fluxo de caixa.
Além disso, o portfólio é formado majoritariamente por contratos atípicos, que costumam ter prazos mais longos e multas mais rígidas em caso de saída antecipada do locatário. Cerca de 94% a 95% dos contratos do fundo estão nessa modalidade, com prazo médio superior a dez anos.
Base de cotistas ultrapassa 500 mil investidores
Outro dado relevante é o crescimento da base de investidores. O GARE11 superou a marca de 500 mil cotistas e encerrou maio com 511.604 investidores. Esse crescimento reforça a popularidade do fundo entre investidores pessoa física, principalmente por causa do valor acessível da cota e da distribuição mensal recorrente. O patrimônio líquido do fundo ficou em torno de R$ 2,73 bilhões ao fim de maio, com portfólio diversificado e presença nacional.
Reajustes de contratos podem ajudar os próximos pagamentos
Um dos pontos que pode favorecer os dividendos do GARE11 nos próximos meses é o reajuste dos contratos de aluguel. No relatório de abril, houve correção de 3,81% pelo IPCA em dois imóveis da AICT, localizados em Canoas e São José dos Campos.
Novos reajustes estão previstos para junho e julho, incluindo contratos ligados ao Grupo Mateus e ao Grupo Pão de Açúcar. Como alguns desses imóveis representam fatias relevantes da receita, as correções podem fortalecer o caixa do fundo e ajudar na manutenção do guidance de dividendos.
Para o investidor, esse é um fator essencial. Reajustes periódicos protegem parte da receita contra a inflação e contribuem para a previsibilidade dos rendimentos, especialmente em fundos com contratos de longo prazo.
O que ainda pode pressionar os dividendos?
Apesar dos dados positivos, o GARE11 ainda tem pontos de atenção. O principal é a conclusão das aquisições pendentes. O fundo ainda precisa anunciar seis ativos que devem levar o portfólio de 33 para 39 imóveis.
Esse processo é acompanhado de perto porque pode alterar a composição da carteira, a concentração por inquilino e o potencial de geração de receita. A expectativa indicada no relatório é que, após as aquisições, o fundo tenha cerca de 62% em renda urbana, 31% em logística e 7% em office.
Outro ponto de atenção é que dividend yield elevado nem sempre significa apenas aumento de renda. Em muitos casos, o yield cresce porque a cota cai. No GARE11, parte do rendimento mensal próximo de 1% também reflete a queda do preço da cota nos últimos meses.
GARE11 está barato ou o mercado vê risco?
O GARE11 aparece negociado com P/VP próximo de 0,88, indicando desconto em relação ao valor patrimonial. A cotação recente está em torno de R$ 8,22, enquanto o dividend yield acumulado em 12 meses fica próximo de 12%.
Esse desconto pode atrair investidores em busca de renda e possível valorização futura. Mas também mostra que o mercado ainda cobra respostas da gestão sobre a conclusão das aquisições, a execução da estratégia e a capacidade de transformar o novo portfólio em aumento real de dividendos.
Dividendos do GARE11 continuam atrativos?
Os dividendos do GARE11 continuam chamando atenção porque combinam três fatores: pagamento mensal estável, yield elevado e portfólio totalmente ocupado. O fundo paga hoje R$ 0,083 por cota, mantém guidance de até R$ 0,090 em 2026 e segue sem vacância física ou financeira.
A tese de renda, portanto, permanece de pé. O que precisa ser acompanhado é se a gestão conseguirá concluir as aquisições pendentes, preservar a qualidade dos inquilinos e gerar caixa suficiente para eventualmente elevar os rendimentos.