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Radar do Dia FIIs

LVBI11 aguarda CVM para fusão com HGLG11, VRTM11 entrega 118% do CDI e SNAG11 bate 130 mil cotistas

Radar do Dia de quinta-feira reúne destaques de quatro fundos: incorporação logística pendente, resultado crescente no multiestratégia, caixa robusto no Fiagro e reservas em alta no agronegócio

Redação RadarFII Publicado em 30/04/2026

Radar do Dia FIIs desta quinta-feira traz como destaques os fundos LVBI11, VRTM11, OIAG11 e SNAG11. Na quarta-feira, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários encerrou o pregão aos 3.927,12 pontos, com alta de 2,48 pontos, avanço de 0,06% em relação ao fechamento anterior.

Entre os FIIs mais negociados do dia, o MXRF11 movimentou R$ 1,41 milhão e caiu 0,51%. O GARE11 registrou R$ 1,06 milhão e subiu 0,12%. E o GGRC11 somou R$ 992,5 mil e recuou 0,10%.

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LVBI11 aguarda aval da CVM para incorporação pelo HGLG11

O fundo imobiliário LVBI11 informou em seu relatório gerencial de março de 2026 que segue aguardando manifestação da Comissão de Valores Mobiliários para dar andamento ao processo de incorporação pelo HGLG11. Segundo a gestora, a conclusão da operação depende da análise regulatória e de etapas societárias previstas para a reorganização. O processo envolve consulta relacionada à reorganização societária proposta entre os fundos. Até a conclusão da análise, não há definição final sobre os próximos passos nem sobre eventual cronograma definitivo para encerramento da operação.

Enquanto a questão regulatória segue pendente, o LVBI11 apresentou estabilidade operacional em março, com vacância física e financeira de 0,0%, indicando ocupação integral da carteira no período.

VRTM11 entrega 118% do CDI e resultado cresce pelo 2º mês seguido

O fundo imobiliário VRTM11 encerrou março de 2026 com dividend yield de 1,22% ao mês, equivalente a 118% do CDI, e registrou crescimento do resultado pelo segundo mês consecutivo, sinalizando trajetória positiva para os próximos meses.

O rendimento de R$ 0,09 por cota foi pago em 15 de abril de 2026 aos investidores posicionados até a data-base de 31 de março. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. O resultado por cota do VRTM11 vem em trajetória de alta desde o início do ano: em janeiro e fevereiro, o fundo apurou R$ 0,089 por cota. Em março, esse número subiu para R$ 0,096 — superando o próprio dividendo distribuído e contribuindo para o crescimento da reserva acumulada, que encerrou o mês em R$ 0,037 por cota, o maior patamar do histórico recente.

OIAG11 termina março com caixa robusto e reserva elevada por cota

O Fiagro OIAG11 apresentou em março avanço na alocação de capital e manutenção da estratégia focada em crédito pulverizado, com reforço de posições em ativos já presentes na carteira. Entre as movimentações do período, destaca-se a alocação de R$ 630 mil na operação Fator Tarken Mezanino, com remuneração de CDI mais 5,0% ao ano.

O mês também foi marcado pelo pré-pagamento do CRA Fiagril, que resultou na liquidação antecipada da operação e na captura de um prêmio adicional de aproximadamente R$ 11 mil, contribuindo positivamente para o resultado do fundo. A alocação em ativos-alvo representou 94,3% do patrimônio líquido, levemente abaixo dos 95,3% registrados no mês anterior. O fundo mantém cerca de R$ 5 milhões em caixa, recursos que devem ser direcionados para novas oportunidades atualmente em análise pela gestão.

SNAG11 lucra R$ 9,1 milhões: cotistas avançam pelo 7º mês e reservas aumentam

O Fiagro SNAG11 adotou uma postura mais conservadora em março em relação ao patamar de distribuição, priorizando a recomposição de reservas. O fundo pagou R$ 0,12 por cota no mês, movimento que sucede períodos anteriores marcados por distribuições mais elevadas e não recorrentes.

A decisão da gestão também leva em consideração o cenário macroeconômico, especialmente a expectativa de flexibilização monetária ao longo de 2026. Em um ambiente de possível queda da taxa de juros, o ajuste nos rendimentos busca preservar a sustentabilidade da estratégia no médio e longo prazo. Após a distribuição, o fundo encerrou o período com reservas acumuladas de R$ 0,15 por cota, patamar considerado confortável para a gestão tática dos proventos.

Outro destaque do mês foi o avanço na base de investidores. O SNAG11 superou a marca de 130 mil cotistas, registrando o sétimo mês consecutivo de crescimento, em linha com a proposta de ampliar o acesso ao investimento no agronegócio.