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XPCM11 quer mudar de nome, de ticker e de estratégia após anos de vacância

Fundo que perdeu a Petrobras como inquilina em 2020 propõe virar Urca Valorização Real FII com novo ticker UEVR11 e política de investimentos ampliada

Redação RadarFII Publicado em 03/04/2026

Um dos exemplos mais emblemáticos de como a concentração em um único imóvel e inquilino pode ser devastadora para um fundo imobiliário, o XPCM11 (XP Corporate Macaé) vive em 2026 um momento de virada. O fundo, que detinha apenas um prédio de escritórios totalmente alugado à Petrobras e perdeu o contrato em 2020, convocou os cotistas para deliberar sobre mudanças profundas em sua estrutura.

A primeira proposta é a troca de identidade: o fundo passaria a se chamar Urca Valorização Real FII e adotaria o novo ticker UEVR11 na B3.

Mas as mudanças não param no nome. A gestão também propõe ampliar a política de investimentos do fundo, que hoje se limita ao Imóvel Macaé, para incluir uma gama muito mais diversificada de ativos:

  • Cotas de outros Fundos Imobiliários (FIIs)
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCIs)
  • Letras Hipotecárias (LHs)
  • Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs)
  • Imóveis comerciais, residenciais ou logísticos
  • Certificados de potencial adicional de construção
  • Cotas de FIPs, fundos de ações do setor imobiliário e cotas de FIDCs elegíveis
Nova emissão e perspectivas

A gestão do XPCM11 também pretende viabilizar uma nova emissão de cotas de até 10 milhões de reais, com recursos destinados a reformas, melhorias dos ativos e reforço de caixa. Atualmente, o valor patrimonial total do fundo é inferior a 50 milhões de reais.

A assembleia que vai definir o futuro do fundo está marcada para o dia 16 de abril de 2026. Mesmo após a saída da Petrobras, o XPCM11 conseguiu reduzir sua vacância física para 52% sobre uma área bruta locável total de 19,6 mil metros quadrados.

Os números, porém, contam uma história dura para quem apostou no fundo: segundo dados do Investidor10, quem investiu mil reais no XPCM11 há dez anos teria hoje apenas 212 reais e 70 centavos, mesmo considerando o reinvestimento dos dividendos. No mesmo período, o IFIX teria transformado os mesmos mil reais em 2.604 reais e 50 centavos.