O fundo imobiliário PCIP11 anunciou a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,80 por cota, referente aos resultados de fevereiro.
O pagamento de dividendos do PCIP11 será realizado em 16 de março, para os investidores posicionados até 9 de março, conforme a data-base divulgada.
Os rendimentos do PCIP11 permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, de acordo com a legislação aplicável aos fundos imobiliários.
A nova distribuição coloca o fundo no menor nível de dividendos dos últimos 17 meses. Considerando a cotação de fechamento de fevereiro, de R$ 84,77, o provento representa um dividend yield mensal próximo de 0,94%.
Carteira do PCIP11 e estratégia de investimentos
O fundo imobiliário PCIP11 possui mandato voltado majoritariamente para investimentos em ativos de renda fixa imobiliária, especialmente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). O fundo também pode complementar sua alocação com LH, LCI, LIG, FIIs, CEPACs e FIDCs, desde que alinhados ao regulamento dos fundos imobiliários.
Ao final de janeiro, 95,5% do patrimônio líquido estava alocado, sendo que 87,7% estavam concentrados em CRIs e operações estruturadas.
A rentabilidade média ponderada da carteira do PCIP11 era de 14,7% ao ano, equivalente a IPCA mais 9,3% ao ano, com prazo médio de 3,5 anos. O fundo não possuía operações compromissadas na data-base.
A indexação da carteira mostra forte exposição à inflação. Aproximadamente 90% dos ativos estão atrelados ao IPCA, com taxa média de IPCA mais 10,6% ao ano. Outros 6% estão indexados ao CDI, com CDI mais 5,0% ao ano, enquanto 2% seguem o IGP-M, com IGP-M mais 9,5% ao ano. Os 2% restantes estão em operações pré-fixadas com taxa média de 14,0% ao ano.
O portfólio do PCIP11 reúne atualmente 107 CRIs e 4 operações estruturadas, distribuídos em 14 segmentos diferentes.
As maiores exposições estão nos setores de varejo, com 21% da carteira, seguido pelo segmento residencial, com 15%, e operações pulverizadas, com 12%. Regionalmente, o estado de São Paulo concentra 44% da carteira de CRIs.
Durante o mês, a gestão do PCIP11 realizou ajustes relevantes na carteira. O fundo zerou posições no CRI São Benedito, no valor de R$ 3,4 milhões, e no CRI Allos, de R$ 1,8 milhão. Ao mesmo tempo, ampliou a exposição no CRI Matheus TRX em R$ 11 milhões e reforçou as posições nos CRIs Edificatto A e Edificatto B.